
A escrevente Taísa Nascimento chega para a noite de funk em boate no centro do Rio vestindo blusa de decote profundo Oh, boy!, sobre sutiã com detalhe em strass. A calça é do Espaço Fashion
É isso que as zélite abomina: o pobre que em vez de não aparecer fica aí todo pimpão tocando funk na frente da nossa janela.
“Com 86 milhões de pessoas, classe C já é maioria da população brasileira
Expansão em 2007 resultou do aumento da renda nas classes D e E, mas uma parcela menor veio das classes A e BA classe C já é a maioria da população. No ano passado, 46% dos brasileiros pertenciam a essa camada social, ante 36% e 34% em 2006 e 2005, respectivamente. Ela também foi a única que aumentou de tamanho no último ano. De 2006 para 2007, quase 20 milhões de pessoas ingressaram nesse estrato social, um número cinco vezes maior que no período anterior.
A classe C reúne hoje 86,2 milhões de brasileiros com renda média familiar de R$ 1.062. A maior parte do contingente que engordou a classe C vem da base da pirâmide populacional, as classes D e E, perto de 12 milhões de pessoas. Outros 4,7 milhões vieram das camadas A/B, que perderam poder aquisitivo. O restante é proveniente do crescimento vegetativo da população.“


12 comments
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Março 27, 2008 às 2:12 pm
Rafael M
Curiosidade:
Alguém tem dados da pirâmide de renda? Tipo: Classe A é o 1% da população que ganha R$ 10.000 por mês. Classe B… Etc. Alguém?
Março 27, 2008 às 8:48 pm
João Paulo Rodrigues
É isso aí. Aqui na terra de Tranquedo, todo boy anda com carrão tocando funk a zilhões de decibéis, seja de dia, seja de noite.
Viva a cultura da periferia! Viva a resistência nacional-popular e democrática!
Março 27, 2008 às 9:11 pm
ohermenauta
Rafael,
Essa classificação não é oficial, é a usada por empresas de pesquisa. A mais usada se utiliza do chamado critério Brasil, definido pela associação brasileira de empresas de pesquisa, e essa é a definição usada:
“O CCEB (Critério Padrão de Classificação Econômica) – comumente tratado por Critério Brasil - estima o poder de compra dos indivíduos e famílias urbanas, com base no LSE do IBOPE, classificando-os por classes econômicas ao invés do pouco esclarecedor critério de classes sociais.”
Aqui tem o manual completo. Eu sei que em 1998 ela classificava os lares assim:
A1 1%
A2 4%
B1 7%
B2 14%
C 31%
D 33%
E 12%
Março 27, 2008 às 9:12 pm
ohermenauta
JPR,
Tu surtou, cabra?
Março 27, 2008 às 10:25 pm
Kitagawa
Puxa, metade da população… Eles são a verdadeira
cara do Brasil, a verdadeira classe média.
Março 27, 2008 às 10:29 pm
ohermenauta
É isso, aliás, o que eu digo desde sempre.
O cara que compra carro do ano, paga imposto de renda e acha que é classe média está totalmente fora da realidade.
Março 28, 2008 às 1:25 am
Rafael Figueira
Muito bem comentado, eis algo q nunca vejo alguem admitir. Quase 80% dos brasileiros tem renda menor q 5 salarios minimos, quase o limite de isencao do imposto de renda. Quase 2/3 (ou metade se consideramos apenas a regiao sudeste, o Brasil Rico) dos adultos com 25+ anos tem primeiro grau ou menos. Nao vou nem falar de quem tem acesso a internet.
Mesmo assim, no tempo em q morei no Brasil, todos os meus amigos e conhecidos diziam q eram “classe media ou media-alta” e realmente acreditavam nisso.
No meio intelectual brasileiro esquerdista e’ desconfortavel admitir q se faz parte da elite.
Março 28, 2008 às 11:30 am
João Paulo Rodrigues
Créu, créééu, créééééu, crééééééééééu!
Março 28, 2008 às 11:33 am
Maurício Santoro
Salve, Hermê.
Exato, basicamente temos um grande contingente da população que está melhorando de vida e atingindo um patamar que pode ser chamado, digamos, de baixa classe média. Daí, não é de espantar que a popularidade do presidente bata recordes e a do governo chegue a níveis elevadíssimos.
Mas convenhamos que a escrevente da foto é uma gatinha de matar de inveja muita patricinha de Classe A. Assim não há conflito social que resista!
Abraços
Março 28, 2008 às 12:30 pm
Stephen Dedalus
Deu na Folha de segunda (24/03), em coluna de Fernando de Barros e Silva (”A direita e o lulismo”): “É uma direita ruidosa e cínica, festiva e catastrofista. Serve para entreter e consolar uma elite que se diz “classe média” e vê o país como estorvo à realização de seu infinito potencial. SEus privilégios estão sempre sob ameaça e agora a clientela de Lula veio azedar de vez suas fantasias de exclusivismo social.”
De quem ele está falando, hermenauta?
Um abraço!
Março 28, 2008 às 12:35 pm
ohermenauta
Maurício,
De fato, a Taísa é extremamente pegável. Mas eu sou suspeito para falar _ em minha juventude meus amigos diziam que eu fazia a “linha Arapuã”. Eu sempre estive de ladinho d(a)os oprimid(a)os.
Stephen,
Provavelmente de algum colega do jornal! Abçs!
Março 29, 2008 às 9:38 am
João da Luz
Na colonia, qdo os que chamamos bandeirantes invadiam as cidades espanholas para saquear, os saqueados chamavam aqueles invasores de “mamelucos de São Paulo”.
Nós sempre tivemos esta cara ( não é linda?!!).
Qdo vamos assumir isto?!!
Esta é a cara dos barrados em Madrid.
É por eles que devemos trabalhar sempre.
Covenhamos, trabalhar por um povo bonito deste é fácil.