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Deu no Estadão:
“Ministério da Saúde lança plano de combate à Aids entre gays
Campanha ‘Faça o que quiser, mas faça com camisinha‘ tenta mudar quadro de aumento na incidência da doençaSÃO PAULO - O Ministério da Saúde lançou nesta terça-feira, 25, um programa para conter a incidência de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis (DST) entre gays e travestis. O motivo que levou o governo a criar o projeto foi o crescimento no número de pessoas que contraíram essas doenças nos últimos anos.“
É agora que Tio Rei vai babar e pular em cima (não necessariamente nessa ordem):
O Paulo do FYI especula selvagemente sobre a redução da criminalidade nos EUA:
“Capitalism fighting crime
Basically, we are experiencing a huge decline in burglaries on United States in the last 30 years. Since 1980 burglary rates are down by almost half.
(…)
Now of course, no one is 100% sure why this is happening. Some say things like neighborhood watches and new house security systems are making the difference. I tend to believe in another explanation: prosperity. Manufactured items are so cheaper and accessible that now it is really not worth it to break and enter a home to rob a TV, DVD or whatever.
That just shows how this whole debate on poverty and inequality is bogus. Wealth and quality of life have been increasing tremendously in many ways that are hard to measure. A poor person today has a much more comfortable life than a poor person in the 70s, and there is no easy way to measure that.
Thieves know better.“
Ao ler isso, imediatamente pensei: “ué, mas se a prosperidade diminui a criminalidade, então a pobreza a aumenta, não?”. O leitor do FYI chamado Leonardo, porém, havia sido mais rápido, e já havia comentado:
“Dizer que a prosperidade diminui o crime não é entrar na mesma lógica dos que dizem que a pobreza leva ao crime?
Na minha humilde opinião, a redução da criminalidade passa por leis penais fortes, polícia evitando que o crime aconteça, polícia combatendo o crime que já aconteceu, Judiciário competente e rápido, pena cumprida integralmente em presídios de segurança máxima, vagas em número suficiente nos presídios, etc. Não há um item destes sequer que funcione no Brasil, talvez isso diga mais sobre a situação americana atual - e a nossa - do que a economia.“
Ao que Paulo respondeu:
“Logico que leis sao importantissimas. Mas acho que no caso de burglaries, a riqueza em termos de produtos influi muito. Sabe como eh, eh a historia de que as pessoas obedecem incentivos.“
Então! É isso mesmo. Infelizmente, Paulo não consegue realmente ter ao menos uma opinião sensata, e concluiu:
“Mas eu entendo o que vc quis dizer. No geral, pobreza (ainda mais relativa) nao pode ser usada como desculpa para o crime.“
Ou seja, apesar de estar no caminho certo o Paulo, lembrado pelo seu leitor da inconsistência de sua tese com a ortodoxia anaeróbica, abandona sem lutar a consequência inevitável do raciocínio ali exposto _ e sem nenhuma boa razão.
Numa boa, parecem dois fiéis dizendo “Amém” um para o outro.
Deu na BBC:
“Síndrome faz mulher recordar 24 anos em detalhes
Os cientistas irão analisar o cérebro da paciente. O caso de uma americana de 42 anos que se lembra com detalhes de todos os dias de sua vida desde a adolescência é destaque na edição desta quinta-feira da revista de ciência New Scientist.Chamada de AJ, ela é capaz de se lembrar das datas de todas as Páscoas durante 24 anos, e ainda recorda o que estava vestindo, onde estava e o que estava fazendo no dia. Além disso, sua memória ainda recorda fatos históricos e principais acontecimentos das últimas décadas.
Segundo a revista, os cientistas da Universidade da Califórnia em Irvine, nos Estados Unidos, começaram a pesquisar sobre a habilidade da memória de AJ há sete anos, quando ela procurou os acadêmicos dizendo que se sentia “exausta” e que as lembranças eram como um “fardo” que ela tinha que carregar.
AJ descreve suas lembranças como “um filme que nunca pára”, afirma o texto.“
Já imaginou casar com uma mulher dessas?
(*) alusão a isto.
O Ministro Temporão pode estar tendo problemas com a dengue, mas dizem que a próxima campanha do Ministério da Saúde sobre o consumo de álcool vai fazer sucesso:
O consumo de álcool pode fazer você pensar que está
sussurrando quando na verdade está gritando.——————————————————-
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool pode fager foxe valar coisas dexe zeito.
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool pode fazer você acreditar que ex-namoradas(os)
estão realmente “a fim” de receber um telefonema seu às 4 horas da
matina.
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool pode fazer você se virar ao acordar e ver algo ou alguém de sexualidade indeterminada jazendo ao seu lado.
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool é a principal causa de inexplicáveis hematomas
e galos na testa.——————————————————-
O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool pode criar a ilusão de que você é mais esperto,
sedutor e forte do que um cara muito, muito grande, cujo apelido é
“Montanha”
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool pode levá-lo a achar que as pessoas estão
rindo COM você, e não DE você.
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool pode causar um desvio espaço/tempo, onde um
pequeno (ou às vezes muito grande) intervalo de tempo pode, literalmente,
“desaparecer”
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool pode realmente CAUSAR gravidez.
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O MINISTÉRIO DA SAÚDE ADVERTE:
O consumo de álcool pode fazer você dançar e cantar com total
empolgação o “Créu”!!!
(hat tip: Dom Pedro II)

(hat tip: PMF)
Para quem gosta de futebol, principalmente o europeu, o Samurai no Outono promete ser um prato cheio.
Talvez o moço só precise de um banho de loja no template…
Nariz Gelado, ontem:
“Suplicynico
Eu acabo de ver Eduardo Suplicy pedir por um entendimento entre governo Chinês e rebeldes tibetanos. Parecia, o senador, muito preocupado em proteger o lado tibetano - é um papel, este de defensor dos fracos e oprimidos, que ele sempre se apressa em representar.
Ocorre que, salvo engano meu, em 2004 o governo que Suplicy representa no Senado Federal reconheceu a soberania da China sobre o Tibet - e o fez em troca de um hipotético apoio para uma hipotética cadeira no Conselho de Segurança da ONU.“
Do site Global Security:
“The United States, along with every other nation, considers Tibet to be a part of China. This policy appears to be consistent with that of the Dalai Lama, who has expressly disclaimed any intention to seek sovereignty or right of nationhood for Tibet, but rather wishes for greater autonomy within China.
Subsequent to 1980, the executive branch has consistently embraced the position that Tibet is part of China, rather than an independent foreign state. See Press Availability by President Clinton and President Jiang, 1998 WL 345136, at *11 (June 27, 1998) (expressing President Clinton’s “agree[ment] that Tibet is a part of China, an autonomous region of China”); The President’s News Conference with President Jiang Zemin of China, 2 Pub. Papers of William J. Clinton 1445, 1452 (1997) (expressing United States commitment that there will be “no attempt to sever Tibet from China”); Department of State, 105th Cong., Country Reports on Human Rights Practices for 1996, at 640 (Joint Comm. Print 1997) (”The United States recognizes the Tibet Autonomous Region . . . to be part of the People’s Republic of China.”); Human Rights in Tibet: Hearing Before the Subcomms. on Human Rights and International Organizations, and on Asian and Pacific Affairs of the House Comm. on Foreign Affairs, 100th Cong. 33 (1987) (statement of Ambassador J. Stapleton Roy, Deputy Assistant Secretary of State) (”[T]he United States Government considers Tibet to be a part of China and does not in any way recognize the Tibetan government in exile that the Dalai Lama claims to head.”); Statement on Signing the Export-Import Bank Act Amendments of 1986, 2 Pub. Papers of Ronald Reagan 1390, 1391 (1986) (”1986 Signing Statement”) (”The United States recognizes Tibet as part of the People’s Republic of China.”).“
Acho que a Nariz está fazendo confusão. Em 2004, o Brasil e a China assinaram o “Memorando de Entendimento entre a República Popular da China e a República Federativa do Brasil Sobre o Estabelecimento da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação“. Nesse memorando, entre outros detalhes de cooperação comercial, cultural, científica e tecnológica, o Brasil reconheceu o status de “economia de mercado” à China, e também ratificou sua adesão ao princípio da “uma China”. Este princípio, que é sagrado para o governo chinês, é aquele que estabelece que a única China é a China continental, e que Taiwan, Macau e Goa Hong Kong (hoje incorporada) fazem parte da República Popular da China. O memorando, até onde sei, é silente sobre a questão do Tibete.
Parece que quem quis assumir a defesa dos fracos e oprimidos aí foi a Nariz…

Para os Reis Elfos sob o céu, Três Anéis são;
Sete para os Lordes Anões, abrigados em seus salões;
Nove para o Homem: a morrer condenado;
UM para o Lorde Negro em seu trono sentado
na Terra de Mordor, onde as sombras vão repousar.
UM Anel para achá-los, para a todos governar.
UM Anel para reuni-los e para, na treva, os atar
na Terra de Mordor, onde as sombras vão repousar.
Entrevista com o especialista em mineração de ouro Keith Slack na Der Spiegel, traduzida pela Folha:
“Spiegel - Quanto resíduo é produzido para extrair ouro suficiente para um anel de casamento?
Slack - Isto produz 20 toneladas de resíduos.Spiegel - Isto é apenas rocha solta que pode ser removida para outro lugar, ou é resíduo tóxico?
Slack - O problema é que a rocha tratada com cianeto, quando exposta ao ar, produzirá ácidos sulfúricos, como aqueles contidos nas baterias dos automóveis. Este processo continua para sempre e pode contaminar permanentemente a água subterrânea. Até mesmo as minas operadas pelos romanos onde atualmente é a França ainda emanam estas substâncias.“
É por isso que eu digo aos jovens: não se casem. Se casarem, não usem anel.
Transcrevo a matéria na íntegra abaixo do fold.

Uma conquista silenciosa do Foro de São Paulo.
Ontem, saiu uma matéria no Estadão sobre o aumento da violência no metrô de São Paulo, principalmente nas estações da Zona Leste, devido, basicamente, à lotação cada vez maior das estações e composições:
“Os olhares atentos dos supervisores de segurança que vigiam nos monitores as imagens transmitidas por 860 câmeras espalhadas em acessos e plataformas observam uma confusão numa grande estação de metrô da capital. Aproximando a imagem, os responsáveis por vigiar 24 horas por dia a rede do novo Centro de Controle de Segurança (CCS) da Companhia do Metropolitano, na Rua Vergueiro, percebem que a situação pode descambar para pancadaria e acionam a equipe de segurança da estação, mais uma vez, por um motivo banal: separar briga de passageiros.
A cena vem se repetindo com uma freqüência quase diária, principalmente na região leste da capital, pelas manhãs, e nas maiores estações metroviárias - Corinthians/Itaquera, Tatuapé, Brás, Barra Funda e Sé. Com isso, a briga de passageiros já é a terceira ocorrência mais comum no metrô, levando-se em conta o balanço dos dois primeiros meses deste ano feito pelo Departamento de Segurança da Companhia.
O motivo para tantas brigas é a superlotação com a qual convivem diariamente as 3,4 milhões de pessoas que passam pelas estações, praticamente “lutando” por espaço. Em janeiro, os seguranças apartaram pelo menos oito brigas de passageiros. Em fevereiro, foram 17, aumento de 112%. O Metrô registra as mais sérias, quando há agressões físicas, como “lesão corporal”.“
Pois hoje no Valor saiu uma matéria intrigante, da autoria de um certo Roberto L. Troster, que se assina como sócio da Integral Trust. Os mais acostumados a ler jornais de negócios sabem que até pouco tempo Troster era o economista-chefe da Febraban. Ele tem algumas idéias para minorar os problemas de São Paulo _ idéias que fariam o Barnabé ter um treco:
“Uma proposta fácil de implementar e que pode ajudar é a de congelar a área construída da cidade. A medida pode amenizar alguns dos problemas existentes e evitar o aspecto perverso mencionado acima. O efeito mais importante dessa solução é que limitaria o crescimento da população da cidade e com isso restringiria o crescimento dos problemas. Uma lei congelando a área construída é viável legalmente, pois a concessão de alvarás de construção é uma prerrogativa da administração municipal. Basta apenas a vontade política do atual, ou do futuro, prefeito.
A medida seria feita através de uma lei municipal que fixaria nos níveis atuais a área construída de cada bairro da cidade, mantendo a atual lei de zoneamento. Pela lei de congelamento proposta, para conseguir a autorização para construir uma área em determinado bairro da cidade, seria necessária a comprovação de haver demolido a mesma área no bairro em questão. Dessa forma, a área construída em cada bairro ficará congelada. Como a área construída permanecerá estável com a lei de congelamento, isso reduzirá o aumento dos problemas. A lógica da solução proposta é simples: com uma limitação de espaço construído haverá uma expansão populacional menor, e conseqüentemente não haverá um aumento grande na pressão por ruas, segurança, hospitais, escolas etc.
A lei municipal de congelamento também teria um efeito colateral que ajudaria os atuais proprietários de imóveis, que ganhariam um “valor de demolição”. Como para construir seria necessário demolir, os incorporadores, além de terem que comprar o terreno para seus empreendimentos, também teriam que comprar outros imóveis no bairro e demoli-los para conseguir o alvará de construção. Isso aumentaria o preço dos imóveis da cidade, o que é bom para os atuais proprietários. Haverá uma diminuição nos ganhos da especulação imobiliária na construção de novos empreendimentos, porém um incentivo maior para reformar os atuais, em razão dos maiores custos para edificar.“
Gostaria de saber o que pensam disso nossos 4,5 leitores, especialmente os paulistas. Em particular, gostaria de saber se o Barnabé considera que a Febraban teve um ecomista-chefe de índole soviética nos últimos anos.
Reproduzo a matéria do Troster na íntegra abaixo do fold, para os sem-Valor.
Deu no Valor:
“Política industrial prevê R$ 251 bi para 24 setores
A nova política industrial que o governo vai anunciar nos próximos dias, batizada de “Política de Desenvolvimento Produtivo”, prevê investimento de R$ 251,6 bilhões em 24 setores da economia entre 2008 e 2010. (…)
O governo decidiu dividir os 24 setores com três tipos de abordagem. No primeiro, estão os programas “mobilizadores em áreas estratégicas” - saúde, energia, tecnologias de informação e comunicação, defesa, nanotecnologia e biotecnologia. No segundo, “programas para fortalecer a competitividade”, com 12 áreas: complexo automotivo; bens de capital seriados; bens de capital sob encomenda; têxtil e confecções; madeira e móveis; higiene e perfumaria; construção civil; complexo de serviços; indústria naval e de cabotagem; couro calçados e artefatos; agroindústria e plásticos. No terceiro grupo, estão os “programas para consolidar e expandir a liderança” de setores onde o Brasil já é forte: aeronáutico, mineração, siderurgia, papel e celulose, petroquímica e carnes.
Bom, pelo menos aquele pessoal que vive preocupado com a idéia de que ao botar de pé uma política industrial o governo termine se arvorando o direito de escolher vencedores pode ficar tranquilo.
Afinal, com essa política, o governo certamente escolheu também alguns perdedores.




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