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“It’s the near future (we still have SUVs, but now our TVs don’t have “off” buttons), and the U.S. is obsessed by one question: given a water level that would allow a shark to swim without keeping a bear from deft maneuvering, which one would win if they had a fight–the bear or the shark? The answer lies in the sovereign nation of Las Vegas, where bear and shark will go fin to paw in a computer-animated–it’s “realer than real”–rematch (the shark won the first time around). The story–written in short episodic chapters that are sometimes transcripts of commercials, including one for the world’s best “ursine porn” Web site– follows young Curtis Norman, who won tickets for his family with his essay “Bear v. Shark: A Reason to Live.” The short chapters keep the pace quick and the book funny, and the attacks on technophilic America will appeal to fans of Chuck Palahniuk and Mark Leyner. In the end, though, this first novel is eerily similar to the cultural phenomena it so relentlessly satirizes: hugely entertaining but not particularly deep.“
Via D-Squared, descubro que em essência o caso já foi resolvido:
“‘Iceman’ Wrestles Shark
An Icelandic fishing captain, known as “the Iceman”, wrestled and killed a 300kg shark to stop it attacking his crew, according to witnesses.
Captain Sigurdur Petursson was on a beach in Kuummiit, east Greenland, watching his crew processing a catch when he saw the shark swimming towards his men.
The skipper of the trawler Erik the Red, ran into the shallow water and grabbed the shark by its tail with his bare hands.
He dragged it off to dry land and killed it with his knife.
AdvertisementFrede Kilime, a hunter and fisherman who witnessesed the extraordinary spectacle, said: “He caught it just with his hands. There was a lot of blood in the sea and the shark came in and he thought it was dangerous.”
Icelandic author and journalist Reynir Traustason, who knows the trawler captain, said the act was typical of the man.
“He’s called ‘the Iceman’ because he isn’t scared of anything,” he said.
“I know the people in that part of the world. They are really tough.”“
Informam os jornais norte-americanos, nesta segunda-feira, que diante do prospecto de prolongar uma guerra amarga, fratricida e autodestrutiva entre seus candidatos, a liderança do partido democrata resolveu intervir de forma drástica para resolver a questão entre Hillary Clinton e Barak Obama _ a única forma de impedir um desgaste maior e uma impensável vitória republicana em novembro.
(continua abaixo do fold)
No blog do Ordem Livre, Lucas Mafaldo esbraveja contra “o controle dos currículos escolares pelo governo”, e arrola 3 grandes problemas desse sistema. Comento cada ponto, em preto:
“Em primeiro lugar, dar ao governo a autoridade para escolher o currículo de todo o país implica em uma uniformização enorme de todo o ensino. Isto implica no fim da competição entre currículos: uma escola fica proibida de tentar elaborar um currículo inovador para adquirir uma vantagem sobre a concorrência.”
Er…não sei se isso é um mero argumento à la “straw man” ou pura ignorância. Bem, qualquer estudioso de educação sabe que a Lei de Diretrizes e Bases promulgada em 1996 acabou com a própria organização do ensino em termos de “currículos mínimos”, colocando em seu lugar as “diretrizes curriculares”, visando, justamente, dar maior flexibilidade aos estabelecimentos de ensino. Embora a LDB estabeleça alguns conteúdos obrigatórios, há hoje grande liberdade na conformação dos currículos, e as escolas privadas podem se diferenciar o quanto quiserem. É preciso lembrar, também, que a existência de diretrizes não visa “uniformizar todo o ensino” mas apenas assegurar um padrão mínimo para que o ensino não se fragmente totalmente, principalmente em um país como o nosso, de dimensões continentais.
“Em segundo lugar, isso significa que toda futura mudança curricular precisará passar pelo processo político. Ao invés de o professor ir progressivamente afinando seus métodos, ele precisará formar um comitê político e tentar pressionar o congresso para aprovar cada nova reforma.”
Essa afirmação, absurdamente errada, provavelmente decorre da aceitação pacífica da anterior, que é a fonte de todos os erros absurdos do post.
“Em terceiro lugar, nunca teremos certeza de que os interesses dos políticos sempre coincidirão com os nossos. Na medida em que a educação dos nossos filhos passa a ser decidida pelo governo, isso significa que estamos efetivamente abrimos mão de nossa autoridade sobre eles. O atual governo talvez concorde com nossos ideais. O próximo talvez trabalhe diretamente contra eles.“
Embora eu tenha mostrado que a coisa não é bem assim (e aí estão as escolas confessionais, montessorianas, etc, que não me deixam mentir), me ocorre que o Mafaldo pode estar incomodado com a mera padronização básica do ensino. Nesse caso, gostaria que ele pensasse melhor sobre como funcionaria essa pretensa competição que ele pretende instalar, liberando totalmente o ensino de qualquer compromisso com currículos mínimos. Imagine-se, leitor, como um paciente de um hospital que possui médicos provenientes de diferentes Universidades, todas elas com currículos “originais”, “competindo” por alunos…agora imagine um desses alunos descobrindo, repentinamente, que fez a escolha errada de Universidade por notar que o currículo de medicina adotado em sua alma mater não contempla determinada manobra que poderia salvar o paciente (você). É claro que algumas pessoas ficariam até felizes por poderem, com seu sacrifício, colaborar para uma melhoria na concorrência entre escolas. Mas nem todas.

Será que resolve?
Deu na Folha:
“Caveira motivacional
Como as regras do Bope viraram tema de palestras aplicadas ao dia-a-dia de grandes empresas
MAELI PRADO
DA REVISTA DA FOLHA“Tropa de elite, osso duro de roer, pega um, pega geral, também vai pegar você.” Os versos da trilha sonora de um dos filmes brasileiros mais vistos e comentados dos últimos tempos ecoam no pequeno auditório da sede da seguradora Unibanco AIG, em um casarão da avenida Brasil, em São Paulo. São 20h de uma quinta-feira, 28 de fevereiro, quando o “caveira 69″, Paulo Storani, 45, ex-capitão do Bope (Batalhão de Operações Especiais), é anunciado à platéia. Um slide com a frase “Construindo uma Tropa de Elite” esclarece o motivo do improvável encontro de mundos: um ex-policial do grupo de operações especiais da Polícia Militar do Rio e vendedores de seguro.
Sob aplausos, o palestrante entra na sala repleta e grita: “Caveira!”. Storani, que está se convertendo em estrela do segmento motivacional, recebe de volta, em uníssono, a saudação, típica dos oficiais do batalhão. Entre os 60 ouvintes, estão clientes e funcionários da quarta maior seguradora do país. Poucas mulheres, todas de tailleur e salto alto, arriscam-se no ambiente masculino.
Storani veste terno e gravata como sua platéia, mas fala e age como um líder do Bope, corporação onde trabalhou por três anos e que abandonou há dez. Depois de um rápido preâmbulo, o palestrante chega ao ponto: “Você é um operação especial ou é um convencional na sua atividade? O convencional é o invertebrado, é quem desmonta no primeiro tiro ou na primeira meta [de vendas]“.
Storani inflama a platéia com a terminologia usada pelos policiais no filme. “E quem não está satisfeito…”, provoca ele. O público reage: “Pede pra sair!”
Àquela altura, uma hora depois do início, a audiência está bem familiarizada com as lições de Storani. Seu manual evoca paralelos entre as regras do batalhão e as do mundo corporativo: naquele contexto, o jargão do Bope “missão dada é missão cumprida” ganha a conotação de “meta dada é meta cumprida”. “Vá e vença” vira “Vá e venda”. Alguns riem, um pouco constrangidos. Muitos balançam a cabeça em sinal de concordância.
Por volta das 21h30, o “grand finale”. Liderados pelo palestrante, todos gritam: “Eu sou caveira!”. As cenas presenciadas pela reportagem viraram rotina na vida de Storani. Ele começou a dar palestras motivacionais em outubro e está com a agenda lotada até maio. Nesse ramo, os cachês variam de R$ 5.000 a R$ 10 mil.
O ex-capitão do Bope já falou para funcionários de bancos, de montadoras, de indústrias das áreas têxtil e de tecnologia. Virou guru de executivos. “O conceito de superação de limites e de encarar as adversidades com naturalidade pode ser aplicado à iniciativa privada”, afirma Storani, mestrando em antropologia com dissertação sobre o Bope. Ele ainda concilia a agenda de palestrante com o cargo de secretário de Segurança Pública de São Gonçalo, município do Rio de Janeiro.“
Storani…pede pra sair, cara.
O restante da matéria abaixo do fold, para os sem-UOL.
A Folha Online informa sobre um teste de um novo míssil indiano.
Na reportagem produz-se este indescritível parágrafo:
“A Índia mantém uma carreira de armamento com sua potência vizinha e rival, Paquistão, salpicada com constantes testes de mísseis nucleares por parte de ambos.“
A matéria veio da agência Efe. Será que a matéria original já era ruim ou só o tradutor é que foi incompetente?

Não deixe água parada no caldeirão
Mal posso esperar para ver a próxima análise sociológica de Luciano Huck.

Sua Majestade Imperial da China recebe seu Chanceler.
SMIC - Então, meu calo, como está a vida lá fola?
C - Complicada, Majestade. Nos Estados Unidos estão falando muito do Tibete.
SMIC - Bobagem. A gente faz uma conversinha de potência impelial para potência impelial e lesolve isso.
C - Não vai ser tão fácil, Majestade.
SMIC - É mesmo? Mas eles não sabem que nós já havíamos conquistado Lhasa muito antes deles anexalem a Califórnia?
C - Sabem, Majestade. Mas alegam que a situação é difelente, porque hoje há levolta no Tibete e não na California, e que os povos devem ser autodeterminados e tal.
SMIC - Então devemos aprender. Como eles fizelam pala não ter levolta na Califórnia?
C - Ah, eles exterminaram a população nativa, Majestade.
SMIC - Muito bem, Chanceler. Anote esta solução, pala a aplicarmos em conquistas futulas.


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