Falta do que fazer dá nisso:
“Ikea: closet imperialists?
Is the Swedish store guilty of cultural imperialism?Furniture store Ikea has been blamed for a lot of things in its time but there is a new one to add to the list.
In the past its huge stores have been criticised for blighting the landscape and causing traffic congestion.
Its products have been criticised for being unimaginative and for contributing to uniformity in living rooms across the country. Plus, there is the issue of pieces missing when you get the flat-pack furniture home.
But now there is a new charge on its rap sheet: “Swedish imperialism”. The Telegraph reports that academics in Denmark found the furniture chain was naming its cheaper products after Danish towns.
“The researchers claim to have discovered a pattern where more expensive items, such as beds and chairs, have been named after Swedish, Finnish and Norwegian towns whereas doormats, draught excluders and runners are named after Danish places,” says the paper.
Klaus Kjoller, of the University of Copenhagen, apparently “analysed” (rather than browsed) the Ikea catalogue. He said it “symbolically portrays Denmark as the doormat of Sweden, a country with a larger economy and population”.
An Ikea official described the product names as “pure coincidence”.
Kjoller did not reveal what his next piece of “research” will be, but perhaps he could take a look at that bastion of the British empire, the Argos catalogue.“
No Independent, porém, o scholar dos assentos de privada admite:
” When asked whether sinister motives lurk behind Ikea’s choice of chirpy product names, Klaus Kjoller, a professor at the Institute of Nordic Studies at the University of Copenhagen, says: “It’s 350 years ago that the Swedes took away regions of our country, so I suppose today you could say we’re seeing a kind of cultural imperialism, with them giving things of low value to us. Really, it’s not a big issue.“
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De qualquer forma os suecos deram melhores bárbaros do que imperialistas. Enquanto a imagem de ameaçadores vikings nórdicos desafia a memória dos séculos, a experiência imperialista sueca tem episódios patéticos, como a construção do Vasa.
O Vasa era para ter sido um dos maiores e mais bem armados navios de guerra de seu tempo. Foi construído por Gustavo Adolpho da Suécia entre 1626 e 1628, em plena Stormaktstiden, para reforçar a frota sueca no Báltico, não só por causa da guerra na Polônia como também pelo desenrolar da Guerra dos Trinta Anos na Alemanha, que parecia desenrolar-se de forma pouco auspiciosa para os protestantes.
Lamentavelmente, o Vasa naufragou em sua viagem inaugural devido a problemas de projeto que tornaram o grande navio extremamente instável. Ele só foi recuperado por uma expedição de arqueologia marinha em 1961, embora seus canhões tenham sido salvos ainda no século XVII pela própria marinha de Gustavo Adolpho (canhões eram caros e tinham vida útil de dezenas de anos).

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Dizem que parte do sucesso sueco em construir seu império de um século emerge, além da sorte de contar com o surgimento de estadistas como Axel Oxenstierna, de certas características das táticas militares suecas. Como, por exemplo, o fato de que retiradas NUNCA eram cobertas, o que não deixava muitas opções aos soldados além de avançar.
A idéia do “valor de fechar portas” reaparece constantemente em contextos militares. Este artigo do NYT fala justamente sobre um general chinês, Xiang Yu , cuja tática também consistia em queimar seus navios de transporte de tropas, justamente para acabar com qualquer expectativa de retorno ou fuga para seus soldados. O artigo de fato é uma resenha de um livro chamado “Predictably Irrational“, e o Leonardo Monastério recomenda o livro aqui, apontando inclusive para a página bem bossa-nova do autor. Que é capaz de papers com títulos como “Man’s Search for Meaning: The Case of Legos”.


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Março 7, 2008 às 3:27 pm
victor freire
tirando a noruega, a suécia nunca foi exatamente detentora de grandes colônias durante seu período “imperial”: uma ilhota no caribe, um entreposto de escravos na costa da áfrica, e um entreposto comercial na índia.
sobre a ikea, o finado dono dela era reconhecidamente simpatizante do partido nazista durante a época da segunda guerra. só que nunca expôs muito isso na época porque, ao menos (e literalmente) para inglês ver, a suécia não gostava muito de nazistas.