Tio Rei hoje:
“Senador fala em venda secreta de armas a Chávez
Leitores me cobram que noticie a afirmação feita há pouco pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Ele diz ter recebido documentos dando conta de que aviões da TAM estariam envolvidos numa operação secreta de venda de armas brasileiras à Venezuela.Essa história apareceu primeiro no site World-Check. Segundo se lê, quatro vôos levariam diretamente a Chávez 31,5 toneladas de armamentos. O primeiro já teria chegado, com 1,5 tonelada. Três outros, com 10 toneladas cada um, estariam programados.A acusação é grave, e todo cuidado é pouco.“
Aproximadamente duas horas depois ele se redimiu publicando a nota da TAM sobre o assunto.
O problema é o seguinte: Tio Rei deveria ter mais cuidado. Eis um trecho do discurso de Arthur Virgílio sobre a história:
““Num país onde as forças armadas e a polícia já estão bem equipadas, essas armas só podem ter um uso: armar defensores civis do regime vigente na Venezuela, que usarão essas armas contra a oposição, o que poderia degenerar numa guerra civil espanhola.”
O diabo é que invocar o fantasma da guerra civil espanhola, neste imbroglio, pode dar xabú. Afinal, quem estudou o conflito sabe que ele foi um campo de provas da tecnologia militar nazista, onde brilhou o bombardeiro Stuka, aquele desenhado para, ao mergulhar para soltar suas bombas, fazer aquele barulho horrível que todo mundo que já viu um filme de Segunda Guerra conhece.
Ocorre que se dá pra fazer um paralelo, é com o ataque colombiano ao acampamento das FARC no Equador, que utilizou aviões Supertucano da Força Aérea Colombiana comprados à…Embraer. Vendidos, aliás, em 2006, sob o beneplácito deste mesmo governo dominado pelo Foro de São Paulo que está aí.
***
Mas não são apenas os poderes analíticos de Tio Rei quanto aos assuntos militares que vão mal. Os políticos também andam de mal a pior: Reinaldo Azevedo fez Gerald Thomas mas, por outro lado, decepcionou-se amargamente com um seu herói de outrora:
“Já fiz esta observação sobre Nicolas Sarkozy, presidente francês, e farei de novo: quando ele era ministro do Interior, jamais negociou com os seus bandoleiros. Os franceses estão, para variar, jogando um triste papel no cenário internacional. Fica evidente que, pouco importa o presidente, o país não consegue ir muito além do seu antiamericanismo sem imaginação. Sim, é só de “antiamericanismo” que se trata. Não me venham dizer que o país que fez a Guerra da Argélia é, assim, um exemplo de temperança…
O desempenho de Sarkozy, nessa questão, tem sido lamentável — aliás, não tem sido lá grande coisa no resto também. Sim, eu o apoiei, com o meu apoio inútil, porque não voto nas esquerdas. Até agora, só não é uma decepção maior porque é baixinho. Afinal, qual é o ponto de vista da França? A Colômbia deve se vergar a todas chantagens dos guerrilheiros porque eles têm os reféns? Então é assim? Basta aprisionar pessoas e sentar para negociar?“
É, é triste quando o amor acaba.


1 comment
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Março 5, 2008 às 3:52 pm
Kitagawa
Cmo cristão, deve ser monogamico.