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A política do corpo encontra o corporativismo 

Entrevista do Gabeira ao Pedro Dória, explicando sua candidatura à Prefeitura do Rio, hoje.

Confesso que é meio esquisito ver Gabeira candidato em uma coalizão suportada pelo PSDB e por aquele partido que virou a linha auxiliar do PSDB, o PPS.

Mas a política do Rio realmente é cheia de surpresas.  Como por exemplo a de vermos o PT de Lula namorando Marcelo Crivella

E as novidades sobre o laptop de Raúl Reyes não páram.  Aliás, aquilo não é um laptop, é uma caixa de Pandora…felizmente para o Mundo Livre ele caiu em mãos imparciais como a do Exército colombiano.  A mais nova novidade é comentada por Reinaldo Azevedo, doublê de jornalista e consultor da CNEN para assuntos nucleares:

Foro de São Paulo 6 – A questão do urânio. E os vídeos

Se vocês clicarem aqui, terão acesso a vários vídeos sobre o episódio, inclusive àquele em que o chefe da Polícia Nacional da Colômbia, general Oscar Naranjo, relata que, no computador de Raúl Reyes, há um documento demonstrando que as Farc estavam interessadas em comprar 50 quilos de urânio. Urânio? Urânio pra quê?
Sabe-se que o material serve à fabricação das chamadas “armas sujas”. Fariam elas mesmas as ditas-cujas? Duvido. Mas isso daria à organização o status de player internacional no mundo do terror. Naranjo observa, e está correto, que o episódio demonstra que combater as Farc não é mais um problema apenas da Colômbia. O interesse é do continente e, de fato, de todo o mundo.

Para quem se lembra do acidente do Césio 137 em Goiânia nos anos 80, fica bem claro que a idéia de comprar urânio para fazer uma bomba suja é exótica e ineficiente.  Qualquer rede terrorista bem azeitada pode sair comprando isótopos radioativos usados em equipamentos de raios X e outras fontes por aí e fazer uma bomba suja com muito mais rapidez e sem se expor aos perigos de entrar no vigiado mercado de urânio e plutônio, especialmente se enriquecido (até porque uma carga de urânio mineral natural é muito menos eficaz do ponto de vista de uma “bomba suja” do que uma boa carga dos isótopos certos de outros materiais radioativos).

Além disso, uma bomba suja teria poucos efeitos diretos;  por outro lado, é muito difícil confeccionar uma tal bomba de forma a encapsulá-la para que o material radioativo não gere efeitos deletérios sobre a própria equipe incumbida de posicioná-la e detoná-la.  Estas, inclusive, são tidas como as principais razões pelas quais uma tal bomba nunca foi usada até hoje.

Há numerosos fact sheets por aí, tanto sobre “dirty bombs” quanto sobre “radiological dispersion devices“.  É só fazer o dever de casa.  Mas Tio Rei prefere dar uma de terrorista…

***

Quizz: que outros terrores estarão ocultos no laptop de Raúl Reyes?

a) a prova definitiva de que as FARC estavam envolvidas na compra da copa de 78 pela Argentina;

b) a prova definitiva de que as FARC mataram Kennedy;

c) a prova definitiva de que as FARC mataram John Lennon;

d) a prova definitiva de que as FARC criaram Britney Spears;

e) uma foto de Lula de ceroulas.

Ainda no Correio Braziliense:

Ibope: 75% dos brasileiros apóiam uso de células-tronco

Da Agência Estado

04/03/2008
09h46-
A maioria da população brasileira é a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias para descobrir tratamentos para doenças graves, segundo levantamento feito pelo Ibope, com amostragem nacional, entre os dias 24 e 29 de janeiro. O total de pessoas que concordam totalmente com a liberação é de 75%. Já 20% afirmam concordar parcialmente.

Os números pouco se alteram quando o recorte é feito por religião do entrevistado. Entre os católicos, a porcentagem de favoráveis é exatamente a mesma, mostrando uma divergência com a cúpula da Igreja, que se pronuncia contra as pesquisas na área. Outras sondagens já mostraram que os fiéis adotam comportamentos diferentes dos pregados pela Igreja em temas que envolvem planejamento familiar e sexualidade. Entre evangélicos, cai para 71% o apoio total aos cientistas e fica em 20% o apoio parcial.

O apoio aumenta entre os homens e conforme cresce o nível de escolaridade dos entrevistados. Entre pessoas com curso superior completo, a concordância total chega a 83%. É também maior na região Sudeste (83%) e menor no Norte e Centro-Oeste (67%).

O Ibope entrevistou 1.863 homens e mulheres com idades entre 16 e 70 anos de todos os Estados e níveis de escolaridade – que variavam do ensino fundamental incompleto ao superior completo. A pesquisa foi encomendada pela organização não-governamental (ONG) Católicas pelo Direito de Decidir.

“A pesquisa apontou que os brasileiros têm um pensamento contemporâneo e apóiam as pesquisas com células-tronco embrionárias como forma de desenvolver novas oportunidades no campo da medicina. Isso indica que estamos preparados para analisar por outros aspectos as atitudes que são, realmente, em favor da vida”, explica a coordenadora da ONG, a socióloga Dulce Xavier.

Boa porrada no anaerobismo que tenta levar o povo no bico, no atacado. Exemplo:

O povo é de “direita”, revela o Datafolha

Escrevi aqui, dia desses, que até seria interessante que se fizesse um plebiscito sobre a ampliação do direito ao chamado aborto legal porque a proposta seria amplamente derrotada. Comentava, então, um artigo de Elio Gaspari sobre o tema. Vocês devem se lembrar disso. Pois bem. A Folha publicou ontem uma pesquisa com a opinião dos brasileiros sobre vários assuntos — entre eles, o aborto. O resultado não me surpreendeu: 65% dos entrevistados querem que a legislação continue como está — permissão apenas em caso de estupro e risco de morte para a mãe. Isso significa uma esmagadora maioria da população contra a chamada legalização do aborto. Em 1993, 54% tinham essa opinião. Apenas 10% defendem a prática sem qualquer restrição — há 14 anos, eram 18%. E 16% querem ampliar as situações em que a interrupção da gravidez seria possível — naquela primeira pesquisa, eram 23%. Essa e outras opiniões dos brasileiros, de que trato abaixo, demonstram a anemia dos políticos conservadores no Brasil. Há eleitores aos milhões que estão sem representação.

Não é à toa, aliás, que RA morde e sopra:

Antes que continue, uma observação importante. Sou contra a “plebiscitização” da democracia brasileira. Acho isso uma bobagem ditada pela demagogia e pela ilusão da intervenção direta. Continuo achando que não se inventou ainda mecanismo de governo mais eficiente, a despeito das ineficiências, do que a democracia representativa. Os amantes de plebiscitos e referendos, curiosamente, acham a consulta interessante apenas quando ela revela o que eles gostam de ouvir (leia nota abaixo). Veja-se o caso da pena de morte, a que me oponho. Nada menos de 55% dos entrevistados se dizem favoráveis, e 40% se dizem contrários. Essa consulta não seria feita porque esbarraria nas chamadas cláusulas pétreas da Constituição. Mas o número indica, evidentemente, que a população está assustada e quer mais dureza no combate ao crime.

Hummm…..

Os amantes de plebiscitos e referendos, curiosamente, acham a consulta interessante apenas quando ela revela o que eles gostam de ouvir(…)

Pois é. Parece que é uma via de mão dupla…

Nessa onda, vemos até Vilósofos defendendo cotas para o pensamento conservador. Tsk, tsk.

Deu no Correio Braziliense:

CLDF cria lei que permite enterro gratuito para doadores de órgãos

Érica Montenegro e Elisa Tecles
Do Correio Braziliense

04/03/2008
08h31
-
Com o objetivo de incentivar a doação de órgãos e tecidos no Distrito Federal, a Câmara Legislativa criou uma lei, no mínimo, polêmica. A partir de agora, os doadores terão o enterro custeado pelo governo, via Fundo de Assistência Social do DF. Os cofres públicos se responsabilizarão por pagar o caixão, o velório, a cova e o sepultamento daqueles que autorizaram ainda em vida o transplante ou cujas famílias concordaram com ele depois da morte do doador.

Para o deputado Cristiano Araújo (PTB), autor de um dos projetos que serviu de base para a nova lei (confira quadro abaixo), a proposta vai facilitar a vida dos que estão na fila de transplantes e também dos moradores mais pobres do DF. “O preço dos enterros é uma queixa constante das classes D e E. Assim, estamos resolvendo o problema das famílias também”, afirma o deputado. De acordo com o texto final da nova lei, os doadores terão um enterro simples e, se as famílias quiserem algo mais luxuoso, pagarão apenas a diferença de preço dos serviços funerários. Pelas estimativas do deputado, cada enterro do tipo padrão deve sair por R$ 750.

It´s a win-win proposition!  Até porque dependendo da quantidade de órgãos que o doador doou, o caixão pode até ser bem pequeno, economizando recursos do GDF…

Eu só não sabia que a agenda histórica do trabalhismo estendia-se até debaixo da terra.

Após a vitória do Blu-Ray, o Slashdot informa a morte do Trinitron:

“After 280 millions tubes sold, Trinitron will be officially dead this month. Few Sony inventions have had the same gravitational pull as their Trinitron display technology… Trinitron became synonym of the best quality TV sets and computer monitors in the planet… Sony became the king of TV, with more than 100 million sets sold by 1994, to later fall under the weight of plasma and LCD technologies.

Mais aqui.  Vida longa ao OLED, aqui.

Sérgio Leo sumarizou em um parágrafo uma parte da situação ao norte das nossas fronteiras da qual não devemos nos esquecer:

Tente imaginar guerrilheiros anti-Chávez escondidos na floresta amazônica, para lá da serra do Caparaó, em algum lugar de Roraima. Imagine se, por isso, o presidente venezuelano ordenasse uma incursão de tropas da Venezuela através da fronteira, usando seus recém-comprados jatos Sukhoi para dizimar a oposição armada, em pleno Brasil. Que grita não haveria por aqui, hein? E com razão.

Assino embaixo.  Não posso deixar de notar, porém, que a mesma grita, com a mesma razão, se colocaria se descobríssemos que Chávez andou doando 300 milhões de dólares para algum hipotético movimento guerrilheiro amazonense.  A meu ver esta é a acusação mais grave no imbroglio, mas ao mesmo tempo também a mais frágil.  Não só por ter sido gerada “a posteriori” como também pelo fato de que afinal uma das pedras de toque do discurso anti-FARC é sua caracterização como “narco-” alguma coisa, com blogs anaeróbicos como o de Reinaldo Azevedo fazendo todas as composições possíveis da palavra, de forma bastante imaginativa: até agora já colecionei narcoguerrilheiros, narcocomunistas, narcoterroristas, narcotraficantes, narcobandoleiros.  Tudo isso sempre para enfatizar que as FARC não são “evil” apenas por serem “de esquerda”, mas também por se manterem através do tráfico de drogas.  Bem, quem vive do tráfico de drogas não vai precisar desse dinheiro miúdo do Chávez, não é mesmo?

A esta altura pelo menos alguns dos meus 4,5 leitores estão cientes de que o pau está andou quebrando (em sentido figurado…) entre o Pedro Dória e o Idelber Avelar do Biscoito. Motivo: ofensiva israelense sobre Gaza.

Eis aí um assunto sobre o qual eu realmente não gosto muito de debater. Fixei uma posição a respeito do assunto há tempos: a) a criação do Estado de Israel naquele lugar foi um erro catastrófico; b) Israel, porém, é um fato consumado; c) a única saída ali é criar um estado federal israelo-palestino. Acho que muitos concordariam com a), muitos outros concordariam com b), e um grande número gostaria de me internar em um hospício por causa de c). Como diz o Talmude, porém, “rico é aquele que está satisfeito com seu quinhão”.

Acho que se fosse possível traçar uma linha indo da posição mais pró-Israel até a mais anti-Israel, Pedro Dória ficaria perto do centro, mas ainda do lado pró-Israel. Mas ele ainda assim é crítico das medidas tomadas por aquele país.

Por isso francamente achei que Idelber está enganado na sua interpretação dessa frase do Pedro Dória:

O raciocínio do Hamas é o seguinte: os israelenses vão desistir. Primeiro, com foguetinhos, expulsam a população de Sderot. Se conseguirem, começam operações semelhantes na Cisjordânia, na fronteira do Líbano, foguetinhos de toda parte para aumentar o estresse de viver em Israel. Enquanto isso, os árabes agüentam o sangue. São mais duros, morrem sem se preocupar. O tempo e a disposição de morrer está do lado dos militantes do Hamas.

A questão é que o Hamas esqueceu de combinar com as famílias palestinas. Ninguém quer morrer assim.

Idelber interpretou a frase em negrito como um atestado de racismo. Confrontado na caixa de comentários do post por aqueles que interpretam diferentemente a frase _ como sendo não a convição de Pedro Dória, mas a impressão que Pedro Dória tem de como pensam as próprias autoridades palestinas _ Idelber disse:

O que me parece óbvio, ululante mesmo, gritante de tão óbvio, é que se alguém diz “O raciocínio de X é Y, e enquanto isso Z acontece”, a responsabilidade pela afirmação “enquanto isso Z acontece” é do autor da frase, não do X citado na dita cuja. A frase seguinte (“O tempo e a disposição de morrer está do lado dos militantes do Hamas”) reforça a conclusão óbvia de que o autor do trecho está afirmando o dito, não atribuindo-o a outrem.

Mas vai ver que é a indignação que está prejudicando meu domínio da língua portuguesa mesmo.

Bom, não sei. Pedro Dória pode ser, secretamente, um sionista, mas acho que Idelber realmente deixou a indignação sobrepujar sua capacidade de interpretar este texto _ apesar de que Dória, em minha opinião, poderia ter realmente caprichado um pouquinho mais no fraseado. Aliás, em post mais recente, Dória se explica:

O sinal de que o diálogo se perdeu de vez está no ato do Guterman de pedir o chapéu. E está na resposta agressiva que um amigo querido escreveu para meu último post. Discordar é do jogo. Quando você vem com virulência, ao menos é de praxe alertar antes com uma mensagem. Um gesto ao menos de cortesia se espera no debate. Mas nem isso. A irracionalidade venceu de vez a partida quando um sujeito cordial e literato do quilate do Idelber Avelar perde até a capacidade de interpretar texto.

Uma de suas críticas ele pesca de uma frase minha: Enquanto isso, os árabes agüentam o sangue. São mais duros, morrem sem se preocupar. Isolado do contexto, é um horror. Mas o parágrafo começa com ‘o raciocínio do Hamas é o seguinte’, dois pontos. Aí lista. O Hamas acredita no sacrifício humano. Não sou eu que digo. O que diz são seus programas infantis de tevê. As aulas em suas escolas. Eles preparam homens-bomba! Se isso não pode ser interpretado como ‘morrem sem se preocupar’, o que pode? Eu não acho que o Hamas represente o que pensam os palestinos todos. É por isso que após descrever como é o Hamas, concluo: A questão é que o Hamas esqueceu de combinar com as famílias palestinas. Ninguém quer morrer assim. Mas o Idelber esqueceu de ler o final. Mobilizado, estava cego. Tinha tirado uma conclusão a respeito do que penso e esqueceu de ler o que de fato escrevi.

Por sua vez, porém, também acho que Dória termina exagerando:

Cansa a perspectiva de ter que discutir com gente que a gente gosta. E de ter que ouvir todos aqueles que aproveitam-se do discurso legítimo de defesa da Palestina para levantar de novo, discretamente, sutilmente, como se nada quisessem, o mesmo discurso que levou ao pesadelo dos anos 1940. É fácil dizer que não aconteceria mais. O vampiro de Dusseldorf está sempre à espreita.

Não deixa de ser irônico o ato falho de Dória, pois há quem interprete o personagem de Becker, o vampiro, como uma metáfora dos judeus _ Peter Lorre era judeu, e a esposa e roteirista de Fritz Lang, Thea von Harbou, era pró nazista. Não foi à toa que o próprio Goebbels celebrou o filme como uma obra “fantastic, free of phony humanitarian sentiments”.

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Scarlett Johansson leiloa encontro em estréia de filme

Lances devem ser feitos pela internet até 12 de março; vencedor vai assistir ‘He’s Just Not That Into You’

Lances para conhecer a atriz vão até março
Reprodução

Lances para conhecer a atriz vão até março

LOS ANGELES – Scarlett Johansson, considerada uma das atrizes mais sexy de Hollywood, leiloará um encontro que permitirá ao vencedor conhecê-la pessoalmente na estréia de seu próximo filme. O leilão é feito pela internet e os fãs começaram nesta segunda-feira, 3, a dar seus lances no site eBay. O encontro com a protagonista de Encontros e Desencontros passou de US$ 0,99 para US$ 560 em 12 horas de lances. O vencedor receberá duas entradas para assistir à estréia mundial do filme He’s Just Not That Into You, na qual Scarlett, de 23 anos, divide cena com outros astros, como Jennifer Aniston, Drew Barrymore e Ben Affleck.

O prêmio inclui um carro com chofer até o cinema onde ocorrerá a estréia, que acontecerá em julho em Los Angeles ou Nova York, serviço de cabeleireiro e maquiagem e, o principal, conhecer a atriz pessoalmente. A disputa, que exige aumentar no mínimo US$ 10 em relação ao último preço alcançado, estará aberta até 12 de março.

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