No Political Animal, um post que dá o que pensar:
“GALBRAITH AND BUCKLEY….Jamie Galbraith has a brief and gracious remembrance of William F. Buckley posted over at the New Republic that’s worth a look. I don’t myself have anything to say about WFB because, aside from reading God and Man at Yale several years ago, I’m just not very familiar with Buckley’s work other than by reputation. Better then to stay quiet and be thought ill-informed than to open my mouth and remove all doubt.
But Galbraith’s piece raises a question: are there any current examples among high-profile liberals and conservatives of the kind of close friendship and mutual respect that Buckley and John Kenneth Galbraith shared? Ezra Klein suggested yesterday that the era of big, popular, serious political thinkers has been permanently eclipsed with the deaths of people like WFB, Galbraith, Milton Friedman, Arthur Schlesinger Jr., and Norman Mailer. “Now, the space they inhabited in the discourse is held by the Coulters and O’Reilly’s of the world.” Maybe so, and it’s hard to picture, say, Ann Coulter and Michael Moore enjoying each other’s company socially and taking each other’s ideas seriously.
In the blogosphere, we tend to think that’s for the best. Politics is serious stuff, and if you’re serious about it you shouldn’t be on the cocktail circuit every night consorting with the enemy. That’s the tribal path that Congress went down many years ago, and it’s one that the rest of us have since followed as well. Most of us, anyway.
Still and all, it’s kind of stultifying, isn’t it? In the post-Gingrich/Limbaugh/Rove/Norquist era that we live in there might not be much we can do about it, but that doesn’t mean we have to like it. And, most of the time, I don’t.“
***
Minha hipótese é que a internet facilita formas de contágio anteriormente insuspeitadas. Por exemplo: entre nossos políticos eu tenho a absoluta certeza de que não vigora o tribalismo que Drum aponta no Congresso americano. Tirando uma disputa ou outra, ou algumas personalidades, não existe na verdade este grau de inimizade pessoal entre os deputados e senadores, ou pelo menos, não por motivos ideológicos. É claro que você dificilmente iria ver um Deputado Babá congraçando-se no Piantella com o Senador Bornhausen, mas estes são casos limite.
Já na Internet acho que o movimento norte-americano está sendo fielmente copiado pela nossa blogoseira. Eu mesmo sou um sujeito que entrou na blogoseira acreditando na possibilidade de diálogo. Rapidamente descobri que ela é muito exígua, aliás, mesmo dentro de um determinado campo: já vi grandes brigas dentro da direita e dentro da esquerda blogueiras. Já protagonizei várias, aliás.
Cada vez mais acho que a “militância” na Internet pode desempenhar algum papel apenas no momento de “encaminhar neófitos”. Mas entre a velha guarda acho mesmo que as divisões só tendem a aumentar e a possibilidade de diálogo só vai diminuir.
Opiniões?


4 comments
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Fevereiro 28, 2008 às 9:30 pm
andre lopes
Concordo: a esquerda blogoseira é de lascar.
Fevereiro 29, 2008 às 12:42 am
Me
Well… Primeiro que, como sempre, estao fazendo romance depois que o WFB morreu. Ele era cordial com alguns, mas bem invocado com outros:
http://www.youtube.com/watch?v=nYymnxoQnf8
Mas concordo com vc que blogs sao um tanto… belligerent by nature. A maioria das pessoas se controlam mais ao vivo, e esse feedback instantaneo e constante nao ajuda muito a acalmar os nervos quando o assunto eh polemico.
Fevereiro 29, 2008 às 5:55 pm
Ricardo Cabral
Os blogs de conteúdo mais político e/ou informativo têm mesmo essa conotação fla-flu — substitua pelo “clássico” que preferir — mais explícita, o que não significa que isso não ocorra em blogs com outro tipo de temas. Mas, sem dúvida, o comentário anterior levanta uma das pistas da questão.
Sim, ao vivo o controle das pessoas sobre os próprios atos costuma ser bem maior. Claro, há de se levar em conta algumas variáveis: se os envolvidos na discussão costumam usar acima de tudo a palavra como instrumento, se estão sós ou acompanhados de alguma patota (gangues obviamente não), se os temas em questão favorecem ao diálogo ou são de antemão um prenúncio de monólogos-catequese…
A falta de linguagem não-verbal é uma desvantagem nas discussões via internet — discussões essas que, por sua vez, carecem de regras mais rígidas, como no caso de um debate político, dos artigos e suas réplicas e tréplicas. Ao conversar com alguém modulamos o nosso discurso, o volume e o tom de voz, a dureza das expressões faciais, tudo em função dos mesmos elementos no(s) outro(s).
Aliás, estou sendo mais do que repetitivo. Não só já escrevi sobre isso <a href=”http://agoracomdazibaonomeio.blogspot.com/2007/11/onde-ou-quando-comea-um-debate.html”em outro canto, como não duvido de já ter feito menção a isso por aqui…
Abraços
Fevereiro 29, 2008 às 5:56 pm
Ricardo Cabral
Desculpe o erro no link…