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Atendendo a pedidos _ do Mothern e deste blog _ o Idelber se resolveu a escrever sobre Fidel. Na verdade, ele escreveu mais sobre Cuba do que sobre o vulto histórico de Fidel, a rigor. É um belo texto, e reflete algumas coisas que eu penso, também. Vão lá e confiram.
Agora só falta o Rafael Galvão deixar de sacanagem e resolver escrever sobre Cuba e Fidel também.
Outros posts interessantes sobre o assunto podem ser lidos lá no Catatau e no Na Prática.
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O tema “Cuba” é tão divisivo que falar sobre ele parece ser uma outra forma de protagonizar aquela velha história da briga com bêbado: se você ganha, fica mal na fita; se você perde, fica ainda pior. No caso de Cuba, qualquer das posições possíveis _ opróbio, adesismo, crítica circunstanciada _ já ao ser enunciada fica imediatamente presa sob o peso do enorme acúmulo de opiniões, propagandas, vitupérios e barbaridades que já se disse sobre a ilha, acúmulo tão grande que parece gritar por opções simples, sem nuances: contra, a favor. Essa situação fica ainda pior quando se sabe que muito pouca gente já foi lá, conversar com seus habitantes, e que pouca gente também conhece a história da ilha e qual o processo que a levou a chegar até o ponto onde chegou.
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Tenho alguns instintos _ ou heurísticas _ fortes quando trato de alguns temas. Um deles é que eu acredito mesmo na democracia, por razões mais que políticas, até científicas. Acho que a possibilidade de mudança de governo embute sempre uma chance de aprendizado e adaptação que não deve ser desprezada. Não é um caminho sempre simples, e possivelmente muito mais difícil e complicado em países ainda subdesenvolvidos ou em desenvolvimento do que em países mais desenvolvidos, mas acho que experiências como a brasileira pós-redemocratização são um testemunho de que ele funciona. A falta de democracia é, portanto, a minha maior bronca com Cuba, já que lá a Revolução terminou sendo uma forma de ir de uma ditadura a outra.
Por outro lado, a suprema arrogância norte-americana em tratar a ilha como seu quintal, desde os primórdios da sua história, me é muito desagradável. Principalmente quando pensamos na folha corrida que os EUA têm no que diz respeito à preservação de liberdades democráticas no continente. A política americana portanto me parece tão idiota quanto a dos guerrilheiros de Sierra Maestra: é preciso acabar com a democracia em nome da democracia.
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Ao cabo e ao rabo, termino tendo uma posição algo sui generis sobre Cuba. Acho que ou os EUA deviam renunciar totalmente a qualquer tipo de intervenção sobre a ilha, seguindo assim o princípio da autodeterminação dos povos, ou que deveriam formalizar logo um convite para que Cuba integrasse a União, com extensão de todos os direitos de cidadania a seus habitantes, incluindo aí o voto, é claro.
Não, não é um pedido para você deixar de ir ver seu filminho no fim de semana pra poder guardar uns trocados.
É que o FED de Dallas tem um concurso anual para o pessoal do segundo grau, e o tema deste ano é “A Economia no Cinema“. Os candidatos devem escrever uma pequena dissertação abordando os seguintes temas:
1) você se lembra de idéias ou ensinamentos econômicos contidos na trama do filme ou na história dos personagens?
2) o filme ilustra alguma verdade bem conhecida sobre a Economia?
3) como os conceitos econômicos afetam as decisões dos personagens?
Vamos lá.
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a) O Salário do Medo, 1953
Em um remoto país latinoamericano, há um povoado, Las Piedras, que subsiste às custas do capricho de uma multinacional do petróleo. Há na cidade uma mistura de nativos e homens estrangeiros que foram parar ali em busca de fortuna mas com o tempo perceberam ter caído em uma arapuca e só querem dinheiro para poder sair dali. O filme mostra as tribulações de quatro homens desses homens, estrangeiros, contratados pela multinacional para levar uma carga de nitroglicerina até um poço de petróleo descontrolado, onde ela seria usada para explodir a boca do poço e conter o incêndio. Os quatro receberiam dois mil dólares por caminhão, e dirigiriam em duplas. Os caminhões, é claro, não possuem nenhum equipamento especial para conter a nitroglicerina, que é muito volátil _ o que significa que os caminhões podiam explodir a qualquer momento, matando-os. Evidentemente, trata-se de uma aplicação da idéia de salário de eficiência, isto é, a tese de que as empresas obteriam melhores resultados econômicos ao pagar a seus funcionarios salários superiores aos estabelecidos pelo mercado.
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b) Tron
Mas também, claro, “Eu, Robô”, “Terminator”, e incontáveis outros filmes. O plot genérico é breve: programa de computador criado para administrar um determinado sistema rapidamente realiza que é muito mais capaz que os humanos que o criaram e resolve “tomar conta do loja“. O paralelo aqui é com a “Conjectura de Coase“, segundo a qual um bem durável (e softwares costumam ser exemplos de manual) termina por competir com ele mesmo (justamente por ser durável), prejudicando a posição de um produtor monopolista, que não conseguirá extrair preços de monopólio de seu produto, a menos, por exemplo, que o monopolista embuta princípios de obsolescência programada em seu produto. Já adivinho que alguns economistas acharão este exemplo inconsistente, mas nesse caso diríamos que de fato a tomada do poder por um software inteligente pouco inclinado a ser substituído por sua versão 2.0 seria uma solução drástica para o problema posto pela Conjectura de Coase, ainda que não do ponto de vista do produtor e/ou do consumidor, é claro.
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c) Species (”A Experiência”)
Para facilitar, uso a sinopse da Wikipédia em português: Cientistas enviam mensagens para o espaço e recebem de volta uma sequência de DNA e instruções sobre como devem combiná-la. Eles então criam um ser alienígena, que aparenta ser uma menina, e que se desenvolve rapidamente. Quando os cientistas recebem uma ordem para matar a criança, ela foge do laboratório e se transforma numa bela mulher que deseja acasalar rapidamente para proliferar a sua espécie.
Claramente, está envolvido aqui um caso clássico de seleção adversa: uma mó gostosa como a Natasha Henstridge aparece na sua frente, toda serelepe e te dando o maior mole, e você acha que não vai se dar mal, de alguma forma??
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Bem, e agora, inevitavelmente, vou “memeficar” este post, e pedir pra minha mãe, meu pai e a Xuxa que o propaguem. Não, não, vou pedir para o Leonardo Monastério, o Dayvan Cowboy do uberspazzen e para o Naprática. Mas se nenhum dos três quiser embarcar nesta furada eu entendo. ![]()
Tio Rei vai lá falar do que não sabe, hoje, de novo, ao comentar declarações de Hillary sobre um discurso onde Obama diz que é preciso enfrentar os terroristas alojados no Paquistão:
“A senadora o acusou, em suma, de ter uma fala excessivamente complacente com inimigos dos EUA como Cuba e Irã e beirar a irresponsabilidade quando trata de “áreas sensíveis” do planeta.
Hillary Estava se referindo a uma conferência feita por Obama, em agosto do ano passado, no Woodrow Wilson International Center for Schollars, em Washington. Publiquei aqui um post a respeito no dia 9 de janeiro. Sobre o Paquistão, ele afirmou:
“Now I understand that President Musharraf has his own challenges. But let me make this clear: There are terrorists holed up in those mountains who murdered 3,000 Americans. They are plotting to strike again. It was a terrible mistake to fail to act when we had a chance to take out an al Qaeda leadership meeting in 2005. If we have actionable intelligence about high-valued terrorist targets and President Musharraf will not act, we will.”
Ou seja: atuará fortemente no Paquistão. Diz, como se vê, que, se Musharaf não atacar os assassinos de três mil americanos que estão escondidos nas montanhas, ele o fará. Ou seja, ele, como presidente, diz que atacará o Paquistão. Macho à beça. Se o Bush dissesse isso, o mundo cairia sobre ele. Portanto, até aqui, temos:- ele permanecerá com soldados “suficientes” no Iraque;- voltará a guerrear no Afeganistão;- abrirá uma nova frente no Paquistão.
(…)
Data vênia: vocês já imaginaram se os EUA, além de obrigados a intervir, volta e meia, em países inimigos, resolvessem invadir, também, os países amigos? Leiam aquele post ou a íntegra do discurso. Vê-se ali um Barack Obama para republicano nenhum botar defeito. E, creio, aquele discurso de agosto explica a ira da sua turma com a foto. Explico-me. “
Bom.
Primeiro: Tio Rei (ou sua trupe de estagiários) deveria ao menos ACOMPANHAR o noticiário internacional antes de falar bobagem. Em janeiro deste ano, um “drone” _ um avião sem piloto _ atacou com mísseis uma vila dentro de território paquistanês, provavelmente matando um dos líderes da Al Qaeda no Paquistão, Abu Laith al-Libi. Detalhe: o ataque ocorreu a cerca de uma milha de uma base do exército paquistanês, para considerável desconforto do governo daquele país.
Segundo: o problema maior não é nem que os EUA invadam países inimigos. O problema é que os EUA invadam países que nada têm a ver com seus problemas, como o Iraque. Ou que os invadam por proxy, ao apoiar golpes militares, como fizeram em toda a América Latina.
Terceiro: é realmente curioso que dona Hillary, com toda sua “experiênça”, vá se chocar com uma declaração dessas, uma vez que o seu próprio marido bombardeou o Sudão e o Afeganistão em 1998, ao que parece, deixando ilesos tanto Cuba quanto o Irã nesta oportunidade. Esse argumento da senadora enfraquece bastante sua retórica da experiência, já que esta última só vale alguma coisa quando conseguimos nos lembrar dela.
Mais a frente, porém, da “análise” reinaldiana há um alívio cômico, que é o momento onde ele invoca a autoridade de Olavo de Carvalho:
“Olavo de Carvalho fez a respeito de Obama um comentário interessante: “Barack Hussein significa ‘abençoado descendente do Profeta’ e há provas concludentes de que seu portador está mentindo quando diz que nunca foi muçulmano (Daniel Pipes tirou isso a limpo. É mais ou menos como se, em plena guerra do Vietnã os EUA elegessem presidente um sujeito chamado John Paul Ho Chi Minh, educado em Hanói, filho de um membro do Partido, mas que jurasse nunca ter sido comunista e ficasse ofendidíssimo se alguém duvidasse dele. A candidatura Obama é uma provocação calculada: serve de termômetro para avaliar quão profundamente o hábito adquirido da autocensura politicamente correta já infundiu na mente dos americanos a disposição de deixar-se levar ao forno só para não fazer uma descortesia com o cozinheiro.“
Se quisermos usar argumentos da mesma qualidade, há também evidências contundentes de que “Olavo” quer dizer “sobrevivente”, em persa. Provavelmente o Vilósofo é um simpatizante iraniano oculto, apenas esperando a hora de dar o bote. Se eu fosse do FBI ficava de olho nesse cara. Aliás, mesmo que Obama já tivesse sido muçulmano (coisa que ele nunca foi), é preciso considerar também que, afinal de contas, Bush já foi alcóolatra, Olavo já foi comunista e Reinaldo já foi jornalista.
Quanto à credibilidade de Daniel Pipes, bem, trata-se do mesmo sujeito que já vergastou a imprensa ocidental por esta (pretensamente) não usar tanto quanto deveria o termo “terrorista” no caso do ataque da escola em Beslan, mas que releva convenientemente este termo quando se trata de um aliado de ocasião como o Mujahedeen-e Khalq, estranho grupo islâmico-estalinista que visa derrubar o governo iraniano.
Mas pensando bem, faz sentido. Estão todos os três no mesmo saco.

Hein?
Deu no Blog da Revista do Estadao:
“Gato, bom para o coração
(…)Um estudo internacional mostrou que quem tem o bichinho de estimação está menos propenso a morrer de ataques cardíacos e outras doenças cardiovasculares do que aqueles que nunca tiveram um gatinho.
Para chegar a esta conclusão, que foi publicada no site MedicineNet.com, pesquisadores analisaram quase 4.500 homens e mulheres de 30 a 75 anos de idade.
Mais da metade deles, 55%, disseram ter um gato em algum ponto da vida deles. E, comparados com os donos de gatos, as pessoas que nunca tiveram um bichano tinham uma chance 40% de morrer de ataque cardíaco num período de 20 anos, que foi o tempo tomado pelo estudo. E ainda tinham 30% mais chances de ter uma doença cardiovascular, incluindo derrame e insuficiência cardíaca.”
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Como rematado cachorrófilo, digo que se eu depender disso para viver mais uns aninhos, estou no sal.
Mas eu tenho uma hipótese alternativa. Provavelmente o que mata as pessoas do coração _ possivelmente, de susto _ são os ratos.

Não que ele não faça um lobbyzinho
Deu no UOL:
“Deus ajudou país a virar credor, afirma Lula
“(…)Para o Brasil deixar de ser devedor e passar a ser credor internacional, para quem chegou no governo como nós chegamos, que a gente não tinha crédito nem para pagar as nossas importações, eu acredito que nós tenhamos competência, mas precisou de uma ajudazinha de Deus para as coisas darem certo”, disse. “Eu espero que o governo continue com muita sorte”, completou.“
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Como já dizia o Florentino, nem só de virtú vive o Príncipe.


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