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His dark materials…
“The end to a mystery?
Astronomers at the University of St Andrews believe they can “simplify the dark side of the universe” by shedding new light on two of its mysterious constituents.
Dr HongSheng Zhao, of the University’s School of Physics and Astronomy, has shown that the puzzling dark matter and its counterpart dark energy may be more closely linked than was previously thought.
(…)In Dr Zhao’s model, dark energy and dark matter are simply different manifestations of the same thing, which he has considered as a ‘dark fluid’. On the scale of galaxies, this dark fluid behaves like matter and on the scale of the Universe overall as dark energy, driving the expansion of the Universe. Importantly, his model, unlike some similar work, is detailed enough to produce the same 3:1 ratio of dark energy to dark matter as is predicted by cosmologists.“
Íntegra aqui.
“With or without [religion], you would have good people doing good things and evil people doing evil things. But for good people to do evil things, that takes religion.“
_ Steven Weinberg
Em um post evidentemente provocador, Tio Rei, o mesmo cara que jura de pés juntos que os negros são apenas 6% da população brasileira _ talvez inspirado pela redação de Veja ou pela passarela da São Paulo Fashion Week _ toma alguma coragem e vai conhecer o “povo”:
“Ontem, eu e minhas mulheres estivemos numa comunidade de pescadores. Confesso a vocês que foi um momento realmente emocionante. O programa não era meu. Acabei, digamos, tragado pela onda (meu vocabulário está marítimo) de amor ao povo que colhe os da nossa, vá lá, “classe”. Mas valeu a pena. Queria que as meninas vissem, de perto, como vive um brasileiro real, não aquela ilha da fantasia das amiguinhas da escola, todas já com deformações óbvias – e elas também – de origem. Afinal, é preciso conhecer o Brasil profundo…
Ao fim de umas três horas de convivência com a comunidade, percebi, cheio de encantamento, que não temos rigorosamente nada a aprender com os pescadores… Uma chatice infernal. Havia até um deles que já estava meio acostumado com turista e dizia coisas que supostamente agradariam aos visitantes – o seu amor pelas tartarugas, por exemplo. Era a gente se descuidar, e lá estava ele falando de tartaruga. Outro, o mais loquaz, era visivelmente um mau-caráter. O peixe que oferecia era uma porcaria. Posso apostar que ele comprava num mercadinho local.“
Tio Rei deixou de considerar a hipótese mais óbvia, a de que o pescador que serviu o peixe deve ler a Veja e o reconheceu. Mas Tio Rei continua, e pontifica:
“O povo é como nós, leitor amigo. Há no meio dele gente que presta, gente que não presta, gente com caráter, gente sem caráter. Há até mascates, acreditem. Há indivíduos ali, deve haver, com uma moral bastante elevada. Mas, no geral, o povo precisa mesmo é de educação, e as “verdades” que diz não valem um tostão furado. Aí um deles, o mais larápio, chega ao poder, sem instrução ou formação que lhe indique novos relevos morais, e acaba transformando o país num bordel.“
Realmente, Freud foi um gênio ao sacar a idéia de “ato falho”. Aquela frase ali _ “o povo é como nós, leitor amigo” _ vale por volumes de sociologia, e mostra bem qual é o ethos do blog do Tio Rei.
“Sim, é preciso tomar cuidado com o povo. De fato, o bom é extermina-lo. Como? Com escola. Um país bom é um país sem povo. Só com indivíduos donos de seu nariz.“
Tio Rei, para alguém que acredita tanto nos poderes da escola, esse “extermina-lo” sem acento ficou muito feio.
***
O que é interessante constatar nesse tipo de discurso é que ele tenta ser politicamente correto dentro da incorreção política. Afinal, trata-se de um ataque à democracia pela via do ataque ao povo (só faltou dizer que o “povo não sabe votar”, bordão consagrado do regime militar), mas que se pretende benigno, ao “mostrar o caminho”, que é a educação. E termina em um agregado de palavras que não quer dizer nada, criando uma pretensa oposição entre povo e “agregado de indivíduos”. Como não há dicionário sobre a terra capaz de deslindar a identidade entre uma coisa e outra, vemos que a pedra de toque é a expressão “donos de seu nariz”. Evidentemente que Tio Rei se julga capaz de identificar quem é e quem não é dono de seu nariz. Alimento, porém, uma grande suspeita de que para Tio Rei os “donos de seus narizes” são apenas aqueles que rezam pela sua cartilha.
Esse discurso emancipatório de extração anaeróbica, já sabemos, costuma acabar em quartelada. A mudança social pelo tanque costuma ser a única saida para quem ignora, ou não aceita, que o processo democrático tem que ser um processo de busca de um equilíbrio dentro da diversidade, e não da homogeneidade.
The robotic chair.



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