Pois é.

Fui lá no blog do Ordem Livre, babando, esfregando as mãos, pronto para escrever mais um post sob a bandeira tremulante da tag “Fire at Will”, que nem Nelson em Trafalgar. Dei com os burros n´água.

Encontrei este post tremendamente interessante do…Pedro Sette Câmara. Tá bom, o que é mais interessante mesmo é o assunto, mas nem por isso posso deixar de concordar inteiramente com Seu Sette. O tema: o site de Paulo Coelho onde ele “pirateia” suas próprias obras, o Pirate Coelho. Diz o Pedro:

Sempre que leio algum debate sobre copyrights, tenho a impressão de estar vendo uma batalha entre um modelo de negócios que não aceita sua morte iminente, um modelo em que o provedor de conteúdo tem o controle absoluto, e uma nova geração que já se acostumou a ter controle total sobre a informação que recebe e que está à espera de um novo modelo de negócios. Não se trata, como demonstram os fãs de Paulo Coelho, de uma geração que deseja tudo de graça: se você, como já dizia Ludwig von Mises, atender às expectativas dos consumidores, eles alegremente pagarão por seus produtos e serviços.

Não há dúvida de que em certa medida a distribuição on-line está a favor do próprio escritor. Aliás, anos atrás o Slashdot pariu um post sobre a experiência online de Stephen King que reproduz exatamente a lição ensinada por Paulo Coelho.

Não que isto seja novidade.  Os traficantes já descobriram há muito tempo que dar um pozinho de graça para criar o interesse em futuros clientes é uma “estratégia vencedora”, e antes deles os feirantes já faziam a mesma coisa.

E hoje muitos escritores fazem o mesmo _ e nem todos eles se chamam Biajoni.

A rigor, a estratégia tem nome, embora ele seja pouco conhecido fora de círculos especializados em marketing ou organização industrial:  loss-leader.