Um esclarecimento sobre o post “Califado Apostólico Romano de Olinda e Recife”:
Não estou convencido de que a distribuição gratuita da pílula do dia seguinte no Carnaval seja das melhores idéias que já atravessou as mentes do pessoal da saúde pública. Pelo seguinte motivo: diferentemente da distribuição de camisinhas, ela realmente pode induzir a um aumento das DST’s, inclusive a AIDS.
Pelo seguinte mecanismo: é fato conhecido que, mesmo hoje, muitos homens se recusam a usar camisinha. Uma jovem disposta a agradar esse homem poderá, então, anuir ao seu desejo, achando que pelo menos não correrá o risco de engravidar, graças à pilula do dia seguinte. O que é verdade, mas não significa que ela não possa ser contaminada por uma DST _ coisa que a pílula, diferentemente da camisinha, não tem o poder de evitar.
Claro que em um mundo ideal, onde as pessoas já estivessem suficientemente conscientizadas sobre a necessidade de se proteger contra as DST’s, a distribuição das pílulas poderia de fato ser de alguma utilidade. Duvido, porém, que seja este o caso do carnaval pernambucano.
Por outro lado, minhas razões para um certo ceticismo quanto à razoabilidade da medida nada têm a ver com os motivos, consideravelmente mais retrógrados, da Arquidiocese de Olinda e Recife para ir à justiça contra as Prefeituras.


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Janeiro 29, 2008 às 6:07 pm
Kitagawa
realmente, parece uma tremenda burrice.
Esse tipo de iniciativa deve sempre considerar o quanto
ela pode sair pela culatra, ampliando o problema mais do
que consegue anula-lo.
Se o governo dá apenas a pilula, sem camisinha, estará
sugerindo o que? Praticamente dá o aval, quiça cria uma certa
expectativa, para que se faça sexo sem camisinha. E dando
a pilula junto a uma camisinha, esta ultima parecerá um
acessório inutil e incomodo.
Que se disponibilize as pilulas nos postos para quem
aparecer por lá e pedir, vá lá. Mas fazer publicidade disso
soa como “Qurem quiser fazer sexo sem camisinha, pode
fazer que nóis garante!”
se preocupe!”