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Spam que costumo receber de vez em quando:
“SAIBA COMO GANHAR DINHEIRO NO FOREX“
Não sei porque, mas isso me soa vagamente obsceno.
Saudades do prosaico e inocente “enlarge your penis“…

Imaginem as loucuras que acontecem nesta avenida depois de certa hora.
Eis um post da Nariz Gelado com o qual posso concordar integralmente.
Lula foi viajar com Dona Marisa às custas de um empresário!
***
Desculpem, errei.
Não se fala em outra coisa em Paris: Sarkozy foi viajar de férias no Egito, com a namorada, a cantora Carla Bruni, às custas de um poderoso empresário, o Sr. Vincent Bolloré.
As críticas, na França, têm sido pesadas:
““Je regrette de devoir m’interroger sur les contreparties que M. Bolloré, homme d’affaires rusé, est en droit d’attendre de la République”, a dit Arnaud Montebourg mardi sur France Inter.
“Dès lors que le président de la République se met en situation de dépendre des faveurs des milliardaires, il y a forcément des contreparties et nous nous interrogeons : lesquelles ?”, a ajouté le député socialiste.
Benoit Hamon, porte-parole du PS, a dénoncé mercredi sur RTL le “mélange des genres”, rappelant que le chef de l’Etat avait justifié l’augmentation “de 140% de son salaire” par le désir de pouvoir “se payer lui-même les frais liés à sa charge.“
Patrick Balkany, deputado situacionista, procurou minorar os efeitos das críticas, dizendo que o grupo empresarial que Bolloré chefia tem menos de 1% de negócios com o governo. A declaração é algo estapafúrdia, quando se percebe que uma parte enorme dos negócios do Grupo Bolloré funcionam e segmentos bastante regulados da economia, como transporte (61% das receitas do grupo) e distribuição de energia (32% das receitas).
***
Bom, até mesmo nossa direita, até aquela que se delicia com Sarkozy, deveria ser crítica dessa atitude do presidente francês. Afinal, disse Reinaldo Azevedo, no episódio em que a Ministra Dilma Roussef andou, sem saber, em um barco de propriedade do dono da controversa construtora Gautama, a convite de Jaques Wagner, governador da Bahia:
“Eu vou repetir o conselho que já dei à ministra neste blog: quando alguém convidar a segunda pessoa mais poderosa do Brasil (a primeira é Lula, claro) a entrar num barco, acho que a primeira pergunta a fazer é a seguinte: “De quem é esta estrovenga?” Eu sempre lembro do mestre Milton Friedman, que morreu aos 94 anos, odiado pelas esquerdas, mas sem jamais ter de dar explicações sobre uma batata frita. Ele tinha uma máxima: “Não existe almoço grátis”. Acho que isso pode ser um norte conceitual para a vida pública.“
Pois é, dotô Tio Rei: sinta-se à vontade para dar uma boa lição de moral no seu Sarkozy. Estamos aqui no camarote, esperando.
Tô impressionado com Tio Rei.
Ele está dizendo para todo mundo que está enviando seus posts para o blog pelo celular.
Bem, às 14:41 de hoje ele escreveu o seguinte post:
“Numa lojinha moral da 25 de Março – 2
Mais um pouco de Nassif.
Ele se candidatou a conselheiro econômico do governo Lula, servindo na coluna de José Dirceu, o homem que inspirou Aguinaldo Silva na novela Duas Caras. Nassif acha tudo muito bom no governo, menos a condução da política macroeconômica.
Ou seja: este gênio do “jornalismo de serviços” gosta de tudo, menos do que dá certo. Nessa área, SEMPRE SE FEZ O CONTRÁRIO DO QUE NASSIF RECOMENDOU. E, aí, deu certo.
O homem é mesmo um portento: elogia tudo o que não presta e ataca o que presta. Nassif, o biógrafo de Ronan Maria Pinto…”
Ocorre que às 14:31 ele já tinha escrito outro post. Isto quer dizer que ele escreveu o post acima, no celular, em 10 minutos!
Fazendo os cálculos do número de caracteres do post vis a vis o tempo decorrido, isso dá um caractere a cada 0,988 segundos, aproximadamente. E isto sem levar em conta eventuais teclagens de controle, para acessar o blog, dar o send, etc.
Tio Rei devia ser pianista _ ou então trabalhar no telemarketing da Veja.
Se bem que o trabalho dele não é tão diferente do telemarketing da Veja, afinal.
Como se sabe, o mote principal do Paulo do FYI é: “ah, the press“.
Trata-se, o FYI, de um blog especializado em matar o mensageiro _ no caso, a “the liberal press“, sempre pronta a trazer más notícias e a caluniar “the righteous republicans“. Graças ao bom Deus, Rupert Murdoch criou a Fox News para equilibrar este estado de coisas.
A mais recente licenciosidade da imprensa detectada pelo Paulo diz respeito ao tratamento que esta tem dado ao candidato republicano Mike Huckabee. Reclama o Paulo:
“Democrats love to cry about how radical Republicans are about religion, but at the end this is all political fodder. They want you to believe that Republicans are all about religion. They will never stop and say “wow, 3 of the 5 main Republican candidates are not that into religion. One is a Mormon! That must mean something.””
Talvez o Paulo devesse prestar mais atenção ao que dizem insuspeitos integrantes da própria “big tent” republicana. Entra em cena Peter Weher, confessado evangélico conservador, assistente de Bush entre 2001 e 2007 e ghost writer de seus discursos, que escreve o seguinte no Washington Post:
“Some of us — in my case, a political conservative and evangelical Christian — are getting a queasy feeling when it comes to the presidential campaign of former Arkansas governor Mike Huckabee, and much of it has to do with his use of faith in this political campaign.
(…)
In Iowa, Huckabee advertised himself as a “Christian leader.” A few months ago, when speaking to a large gathering of social conservatives in Washington, he told them, “I think it’s important that the language of Zion is a mother tongue and not a recently acquired second language.” When asked to explain his surge in the polls, he answered, “There’s only one explanation for it, and it’s not a human one. It’s the same power that helped a little boy with two fish and five loaves feed a crowd of 5,000 people.”
(…)
This is a man who, in 1998, when explaining to a Baptist pastors conference why he got involved in politics, answered, “I got into politics because I knew government didn’t have the real answers, that the real answers lie in accepting Jesus Christ into our lives. . . . I hope we answer the alarm clock and take this nation back for Christ.“
Now isn’t that odd — a former pastor who leaves his ministry so he can get involved in politics because he “knew government didn’t have the real answers.“” (grifos e sublinhados meus)
O cara não está interessado apenas em celebrar valores cristãos. Ele acredita que está cumprindo uma missão na Terra, de índole messiânica.
Como lembra bem Peter Weher, contrariamente ao que pensa o Paulo em um comentário a esse post, parece que Huckabee nunca largou propriamente o seu ministério _ antes, o que ele parece ambicionar mesmo é levar o seu ministério para a Casa Branca.
***
Evidente que o Paulo tem uma resposta pronta para comentários como esse meu: tudo faz parte do “bias” anti-cristão. Não vou falar sobre o meu próprio “bias”, mas declarações como essa, lá nos comentários do post do Paulo _
“(…)eh obvio que ha um bias anti-cristao nos EUA atualmente.”
_bem, não suportam a luz do Sol. Eis alguns resultados do estudo “Atheist as “Other”: Moral Boundaries and Cultural Membership in American Society“, publicado em 2006 pelo American Mosaic Project da University of Minnesota:
- 47,6% dos respondentes dizem que não gostariam que um dos seus filhos se casasse com um ateu. Em segundo lugar na escala de rejeição ficam os muçulmanos, preteridos por 33,5% dos respondentes, e em terceiro os afro-americanos, com 27,2% (ateus negros devem achar bem difícil se casar na América);
- Em 1999, cerca de 54% dos respondentes de uma pesquisa do Gallup afirmaram que não votariam em alguém que não acreditasse em Deus. Diz o texto: “(…) Farkas et al. (2001:100) conclude that widespread political rejection of atheists and others who profess no religion provides a “glaring exception” to the general rule of increasing social tolerance over the last thirty years of the twentieth century.“
Conquanto tenha havido uma queda generalizada na rejeição a todos os grupos tradicionalmente minoritários na sociedade americana (negros, judeus, homossexuais, ateus e católicos) , todas as outras minorias encontram-se com sua rejeição estabilizada em cerca de menos de 10%, com apenas os ateus enfrentando uma rejeição de mais de 50%.
Ou seja: se existe um bias na sociedade norte-americana, é anti-ateísmo, não anti-cristianismo.
***
E para falar a verdade, até mesmo a “equilibrada” Fox News anda tendo problemas em digerir o cara.
Juan Cole elenca os 10 grandes mitos sobre a guerra americana no Iraque. Eis um deles:
“8. Myth: The US troop surge stopped the civil war that had been raging between Sunni Arabs and Shiites in the Iraqi capital of Baghdad.
Fact: The civil war in Baghdad escalated during the US troop escalation. Between January, 2007, and July, 2007, Baghdad went from 65% Shiite to 75% Shiite. UN polling among Iraqi refugees in Syria suggests that 78% are from Baghdad and that nearly a million refugees relocated to Syria from Iraq in 2007 alone. This data suggests that over 700,000 residents of Baghdad have fled this city of 6 million during the US ’surge,’ or more than 10 percent of the capital’s population. Among the primary effects of the ’surge’ has been to turn Baghdad into an overwhelmingly Shiite city and to displace hundreds of thousands of Iraqis from the capital.“
Matéria interessante no Valor de hoje, traduzida do The Economist, sobre a relação entre beleza e inteligência. Exemplo:
“Hamermesh examinou as carreiras de membros de uma determinada (embora discretamente anônima) faculdade de direito americana. Ele verificou que as pessoas classificadas como atraentes com base em suas fotografias de formatura futuramente obtiveram salários mais altos do que colegas esteticamente menos favorecidos. Além disso, os profissionais em escritórios de advocacia tendem a ser mais “bem apanhados” que os que trabalham em orgãos governamentais.
Ainda mais injustamente, Hamermesh descobriu evidências de que pessoas bonitas podem proporcionar maiores receitas a seus empregadores do que as menos favorecidas. Seu estudo envolvendo agências de publicidade holandesas revelaram que as empresas com os executivos mais bonitos tinham as maiores receitas (ajustadas pela dimensão das firmas) - uma diferença que suplantou os diferenciais salariais das empresas em questão.” (grifo meu)
O que explica uma antiga observação: porque as advogadas dos escritórios de advocacia que lidam com processos junto ao setor público são sempre tão bonitinhas? Tá explicado.
Abaixo, transcrevo a matéria integral.
Em um breve bate papo ontem com o Matamoros pelo Gtalk acabamos falando sobre a gestão do Serra em São Paulo. Concluímos que o sujeito está fazendo caixa para a segunda metade do seu governo. Pois o Valor de hoje tem uma matéria justamente sobre isso:
“Serra reforça caixa em primeiro ano de poucas obras
César Felício,Cristiane Agostine e Marta Watanabe
26/12/2007
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), um dos presidenciáveis do partido em 2010, conseguiu manter bons índices de popularidade em um primeiro ano de governo marcado pela ausência de crises em áreas vitais para a imagem da administração, um enorme esforço para aumentar a receita estadual e poucos projetos já em execução.
Boa parte das iniciativas de impacto da sua administração foram anunciadas pelo secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Machado Costa. As duas mais recentes foram uma operação casada com a Polícia Militar para identificar donos de veículos que fraudam o IPVA e um programa de incentivo a consumidores que exigem nota fiscal.
Anúncios de obras ou mudanças administrativas, que marcaram a sua fugaz passagem pela Prefeitura de São Paulo, no ano de 2005, foram evitados a ponto de fomentarem críticas internas. Em uma entrevista em meados do ano para a revista “Piauí”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, um de seus principais aliados dentro do PSDB, classificou o seu governo como tendo tido um início “que não foi brilhante”.
Pós-modernidade é isso aí:
“Book Description
Though Bram Stoker coined the term, the undead have stalked the human imagination for eons, appearing in the myths and legends of nearly all cultures. The concept of people, or unpeople, interacting with others while devoid of humanity provides a wealth of material for philosophical speculation. Encompassing George Romero’s radiation-spawned Living Dead, the “infected” of 28 Days Later, as well as more traditional zombies and vampires, the essays in The Undead and Philosophy ponder questions such as: Is it cool to be undead, or does it totally suck? Is a zombie simply someone with a brain but without a mind? Are some of the people around us undead, and how could we tell? Can the undead be held responsible for what they do? Is it always morally OK to kill the undead? Served up in a witty, entertaining style, these and other provocative questions present philosophical arguments in terms accessible to all readers.“
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Se bem que dado o grito de guerra dos zumbis _ “Brains! Brains!” _ eu diria que nem mesmo cérebros eles têm. O que nos permite adivinhar ao menos suas escolhas eleitorais.


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