Essa notícia me deixou besta:

India English growth ‘too slow’

India is falling behind countries such as China in its attempts to increase the use of English among its population, a new report says.

The study by the British Council says a “huge shortage” of teachers and quality institutions is hampering India despite a growing demand for English skills.

The study says China may now have more people who speak English than India.

India’s emergence as a major software and IT hub has in part been possible due to its English-educated workers.

‘Poor English’

The study, English Next India, by British author David Gradoll says English is a “casualty of wider problems in Indian education”.

It says: “The rate of improvement in the English language skills of the Indian population is at present too slow to prevent India from falling behind other countries which have implemented the teaching of English in primary schools sooner, and more successfully.

“China may already have more people who speak English than India.”

The report says India will need many more people speaking English to sustain its economic growth.

Increasing demand for English language schools, a rising number of jobs which require English skills as well as growing social mobility are driving demand for English in India, the study says.

But the spread of the language, according to the report, is being hindered by a shortage of English language teaching in schools.

The report says Indian universities fall far short of rival countries in the quality of teaching and research, and “poor English is one of the causes”.

Also, the report adds, it is “impossible” to improve standards of English without addressing the problem of “very low levels of academic achievement” of students studying in government and private schools.

The study says a range of approaches is required to improve English proficiency in India, and no single method will help.

English has been spoken in India from the days of colonial rule, but there are no precise estimates on how many Indians speak, read and write English.

One estimate suggests 333 million people in India “use English”, but India’s National Knowledge Commission says “even now, no more than 1% of our people use English as a second language, let alone a first language“. [grifo meu]

***

Quer dizer que na maior jóia do Império, que herdou um sistema educacional britânico, o ensino do inglês está menos disseminado do que na China?   O país que travou com Albion a Guerra dos Boxers?

Impressionante, eu digo.

  1. Clone Patent Laws
  2. Legally Redefining “Slavery”
  3. Rewriting the Sex Laws
  4. Legally Redefining “Parents”
  5. Genetic Discrimination Laws
  6. Mandatory Life Span Limits

Daqui.

“There is no pleasure in having nothing to do; the fun is in having lots to do and not doing it.”

_ Mary Wilson Little

Títulos de filmes pornô em Portugal (seleção dos mais pitorescos):

Virgem de Neve e os 7 Matulões

Fogo no rabo

Línguas viperinas

Fátima, Altar do Mundo

Mete o teu Diabo no meu Inferno

O ANALista Negro

Um Burro Com Sorte

A Tua Aguenta Com 5

Papá, Eu Como a Tua Mulher

Buracos Bem Abertos Por Martelos Gigantes

Computas Em Casa

Todo o Mundo É Cornudo

Pijaminha de Cuspo

Lambe-me Toda I

Lambe-me Toda II”

Deu no Correio Braziliense: Oprah Winfrey vai encerrar o seu programa e criar um canal…

Oprah Winfrey vai encerrar seu programa em 2011

A popular apresentadora norte-americana Oprah Winfrey planeja encerrar seu programa na televisão em setembro de 2011. A informação foi divulgada por ela nesta quinta-feira à equipe da atração, segundo uma fonte próxima do assunto.

Oprah pretende voltar suas atenções para uma nova emissora a cabo que ela planeja lançar em parceria com a Discovery Communications. O anúncio oficial deve ser feito por ela nesta sexta-feira durante seu talk show, segundo uma porta-voz.

(…)

A decisão também é um revés para a CBS, que distribui a atração a outras emissoras. Oprah deve se concentrar em sua própria emissora, a The Oprah Winfrey Network (OWN), que ela anunciou em parceria com a Discovery Communications em janeiro de 2008. O novo canal é uma joint venture dividida em partes iguais com a emissora a cabo, e inclui o site Oprah.com.

***

Lembra a carreira de Sílvio Santos.

***

E se você acha que Oprah não é importante, leia isso.  Com o sarcasmo incluído.  :)

Em um interessante livrinho chamado “Bowling Alone“, o sociólogo Robert Putnam usa uma extensa massa de dados para refletir sobre a diminuição do “capital social” nos EUA.  Esse esgarçamento do capital social teria consequencias em termos de redução do engajamento cívico, sendo, em última análise, um problema para a democracia.

As conclusões de Putnam foram alvo de críticas, é claro.  Uma delas, a de que de fato o “capital social” não estaria de fato se reduzindo, mas migrando para novas formas de socialização.   O que de fato se tornou patente anos depois (o livro do Putnan é de 1995), com a disseminação de coisas como o Orkut, o Facebook e o Twitter (embora redes como The Well e Geocities já existissem há algum tempo antes da publicação do livro).

O problema é: quem disse que as redes sociais agem sempre no sentido de aumentar o engajamento cívico?

Matéria do Correio Braziliense, em novembro deste ano, mostra que os jovens do Distrito Federal estão usando o Twitter para “mapear” os pontos de blitz da polícia e alertar uns aos outros para evitarem esses pontos, agindo, assim, contra os objetivos da Lei Seca:

(clique para ampliar)

Encorajo os leitores a irem lá ler os comentários que foram feitos à matéria.  A começar pelos feitos por uma das moças que apareceu na matéria, Marília Vieira:

Eu concedi a entrevista pro Correio. Essas pessoas que não tem VIDA SOCIAL são tão dramáticas. Ninguém ta falando de sair dirigindo embriagado, estamos falando do nosso direito de ir e vir, da nossa cultura. Que mal tem tomar uma cerveja e dirigir com responsabilidade? (continua)

O governo quer enriquecer as nossas custas, isso sim! Pq colocar policiais nas ruas prendendo bandidos de verdade, estrupadores, eles não tem essa animação toda! (continua)

Se é pra generaliar, se vocês acham que “todos nós que bebemos” somos irresponsáveis, então não podemos permitir igrejas estuprando nossas crianças ou tomando nosso dinheiro! Tem muita coisa pior acontecendo, deixe pelo menos a gente se divertir um pouco, tomando nossa cerveja com responsabilidade!

Porque esse drama todo?? Vcs são exagerados demais, é até engraçado! Essa lei vai ter que mudar, não podemos permitir a proibição! Vamos colocar a policia pra correr atrás de bandido! Pq bandido tbm mata os parentes de vcs, lá no hospital tem muita gente vitima de coisa pior, como de gente drogada!

OK: ela foi entrevistada da matéria e deve ter-se sentido no dever de justificar sua pose.  Mas o que dizer das inúmeras mensagens de apoio?

Autor: Evandro Costa

A lei seca foi feita só para inglês ver,só funciona em Brasília e no Rio de Janeiro,porque no restante do Brasil ….estar só no papel e aquela hein que obriga motociclista a andar de capacete,também só em Brasília,porque no restante do Brasil… e lembra da faixa de pedestre,háháhá, esta só em BsB.

Se este twitter vier a ganhar mais adeptos por dia, estas blitzes com certeza ficarão ineficaz, mesmo que os policiais e agentes de trânsitos mude a cada minuto de lugar.

Autor: Mario Prandi

Que drama cruel eim kkkkkkkk Então pra ser professora tem que ser velha, gorda, ignorante,descriminar as pessoas que bebem com responsabilidade(igualndo -os a imbecis que não mereciam nem dirigir) e apoiar imposições autocraticas inconstitucionais. Vixi,que drama

Nem falo mais nada pra não dar ideia pra esses radicaizinhos sem vida social (como disseram), ficam querendo levantar cachorro morto se é que esse cão viveu um dia

Não entendi essa de gerar discussões?? O povo já deixou bem claro o que pensa a respeito desse toque de recolher disfarçado, enquanto houver democracia essa imposição nunca será lei tão menos constitucional, só fazendo como os militares fizeram em 1964 mesmo, policia contra cidadão de bem

Continuando,independente disso ficou provado que radicaizinhos não conseguiram passar por do legislativo, e atropelar todo um sistema democratico e enfiar uma lei guela abaixo da população dia seguinte, porque conseguiram comprar a assinatura do presidente, mas n vou entrar nessa parte mais polemica.

***

Não vou dar uma de virtuoso, ou hipócrita.  Já dirigi depois de ter bebido (moderadamente, mas bebi _ nunca dirigi bêbado, nem antes nem depois da Lei Seca).  Mas na maior parte das vezes venho tentando obedecer a lei, principalmente quando saio com a Sra. Hermenauta (ou ela bebe e eu dirijo, ou vice-versa).   E o que importa aqui é que eu acho que a Lei é eficaz _ e as estatísticas mostram isso.

***

Claro que o caso da Lei Seca é um pouco irônico considerando o que estamos discutindo aqui, já que é possível imaginar que, sem poder beber, as pessoas saiam menos e se encontrem menos.  Mas isso é uma questão de mudança cultural, já que elas sempre podem sair sem beber _ ou ficar em casa usando o Twitter.  :)

 

 

Alguém já tinha ouvido falar nisso?

While not all students of governmental dis-information agree as to the importance of (what are obviously fictional) dime store novels as propaganda. And no doubt some would even argue that they played no role in the reefer madness campaign. But this author for one feels that they played a much greater role than is generally attributed to them.

However, we would be fooling ourselves if we thought the evil hand of the drug police was everywhere. Unlike magazine editors, no evidence exists of government coercion of any pulp fiction writers or their publishers. But as these covers show, none was needed, many a publisher was in it solely for the money. And soon they had writers jumping over each other to see who could write the most outrageous story lines. As for the true, it was boring and probably wouldn’t have sold anyway. Reefer Madness simply made for more fun and money. Where else could one get a story that read:

“A cheap and evil girl sets a hopped-up killer against a city.” – “Marihuana turns weak King Turner into a deadly weapon, a conscienceless killer with no more human feeling than a hooded cobra or a mad dog.”

For Pulp Fiction novels, the Reefer Madness era started around 1935 and lasted until the early 1960’s, at which point the naively long ago had stopped. This is why “Marijuana Girl” by DeMexico, (1969) despite its great byline, –”She traded her body for drugs and kicks,” is not included in this index. Let’s face it, by 1969, no one was that naïve, therefore the novel fell into the world of pure exploitation, and not Reefer Madness.

To simplify matters, maybe it would best to sub-categorize these Novels as two types, OVERT and OBTUSE.:

OVERT beign where both the Cover are as well as the plot of the story, both revolve around the weed of madness — Such novels as “Marihuana” by William Irish, with its sleazy (good girl art) cover and plot obviously falls into this category.

And OBTUSE, (the one in which by far most novels fall into) being the ones where marihuana itself has little to do with the novels plot, but when mentioned is always done so in the negative. [hypothetical example]

“Sleazed-bag Johnny, was slithering his way back down the dark streets toward his den of iniquity, when to his right he spotted, Jimmy-the-fink. Hey, he thought to himself, Jimmy always sells good medical marihuana cigarettes—–just what he needed before committing some heinous crime. “Hey, Jimmy, do you have some good smokes for me” he asked? etc.“”

Não perdam!   Algum gênio criou o site do Reinaldo Azevedo, sem o Reinaldo Azevedo _ aqui.

Diz o intróito:

“O mesmo conteúdo, mas sem censura para comentários”

O que é o mesmo tratamento que pessoas empreendedoras aplicaram ao Blog do Planalto.  Fair game _ tenho certeza de que o Reinaldão até gostou!

É claro que o Blog do Planalto é feito sob uma licença “Creative Commons”, enquanto o do Tio Rei está “protegido” pela Declaração do Hambúrguer.  Mas eu voltarei a este candente tema mais tarde…

Deu no UOL:

Um juiz federal dos Estados Unidos considerou que a negligência do Corpo de Engenheiros do Exército provocou parte da grande inundação que atingiu a cidade americana de Nova Orleans logo após a passagem do furacão Katrina, em 2005.

O magistrado emitiu o seu veredicto em um processo que foi movido por seis moradores e uma empresa da cidade contra a divisão do Exército americano, e determinou que o governo americano pague a eles uma indenização de US$ 720 mil (cerca de R$ 1,2 milhão).

Segundo o juiz Stanwood Duval, a falta de manutenção de um grande canal de navegação pelo Corpo de Engenheiros do Exército provocou as enchentes em parte da cidade depois da passagem do furacão.

Esta divisão do Exército era responsável pela manutenção do sistema de canais e aterros que protege Nova Orleans de inundações.”

***

Pena que parou por aí: a sanção devia chegar ao Comandante Supremo das Forças Armadas à época, GW Bush.

Tio Rei, aquele que todos sabem ser um intelectual honesto e respeitador (isto é, tanto quanto lhe permite a condição de “reservoir dog”), escreveu o seguinte:

Discovery Channel

quinta-feira, 19 de novembro de 2009 | 5:57

“Pelo carinho que ela me dedicou à noite, ela gostou, sim”.

Esse é Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente da República, referindo-se a Mariza Letícia da Silva, a primeira-dama, quando indagado se ela havia gostado do filme “Lula, O Filho do Brasil”, que assistira na noite anterior.

Eu entendi certo, né? O presidente da República está falando daquilo? Mais especificamente, daquilo naquilo? Eu, sinceramente, preferiria que Lula fosse mais transparente no uso do dinheiro público ou nas causas do apagão.

O que eu digo? Sei lá por quê, pensei em parte da programação do Discovery Channel.

Est modus in rebus, dizia o poeta. As coisas têm limites! Ou deveriam ter.

***

Pô, que implicância.  Outro dia Tio Rei escreveu o seguinte em um post:

“Sem Dona Reinalda, não sou ninguém. Nem sexo eu faço sem ela, vejam só…”

Dá pra ser menos transparente, Tio Rei?  Sério, ainda não me recuperei do choque de ter vislumbrado, ainda que por um breve momento porque minha imaginação não é tanta e meus circuitos neurais têm proteção, a imagem de Reinaldão e sua mão peluda praticando o cinco contra um no banheiro, provavelmente pensando em, sei lá, Ayn Rand.

***

Quer dizer, Tio Rei fica aí defendendo a menina do vestido curto mas se horroriza com o sexo presidencial.  Do Lula, porque das escapadinhas adúlteras de don Fernando em situação de assédio sexual contra a empregada, nem uma palavrinha até agora.  Nem pra dizer que é mentira!

Do blog Gene Expression, copiando matéria do Boston Globe:

It’s hard to say exactly how much support the theory of evolution enjoys in the world’s Muslim countries, but it’s definitely not very much. In one 2006 study by American political scientists, people in 34 industrial nations were asked whether they agreed or disagreed with the idea that human beings evolved from earlier life forms. Turkey, the only Muslim country in the survey, showed the lowest levels of support – barely a quarter of Turks said they agreed. By comparison, at least 80 percent of those surveyed in Iceland, Denmark, Sweden, and France agreed. (The United States ranked second lowest, after Turkey, at 40 percent.) Turkey is widely seen as the most culturally liberal Muslim nation, and on attitudes about evolution, other polling has borne this out: A recent study of religious attitudes found that only 16 percent of Indonesians, 14 percent of Pakistanis, and 8 percent of Egyptians believed in evolution.

Taí, deve ser por isso que os EUA preferem invadir os países islâmicos aos europeus.  E periga de depois de completarem a “Revolução Republicana”, com direito um período de Sarah Palin e Intelligent Design, acabarem ficando mais parecidos ainda…

(*) copirráite Samurai

Matéria do Estadão de hoje dá conta da ação do DEM na aprovação de uma lei que busca limitar os financiamentos do BNDES a empresas brasileiras no Exterior, em particular empreiteiras realizando obras em outros países:

Construtoras tentam barrar projeto que limita BNDES

SÃO PAULO – Rivais no canteiro de obras, fora dele as maiores construtoras do País se juntaram para derrubar o que dizem ser uma ameaça a seus negócios: um projeto de lei que proíbe o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiar obras fora do Brasil. (…) Estimuladas pelo governo Lula e sua política de ocupação comercial da América Latina e da África, empresas como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa estão construindo hidrelétricas, portos e metrôs em outros países, com financiamento do BNDES.

(…) O projeto que tramita no Senado, de autoria do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), fecha essa fronteira. Ele proíbe que “o BNDES financie governos de outros países e suas empresas”.

O papel do BNDES não é esse. Ele não pode dar dinheiro para um metrô na Venezuela ou um porto em Cuba, quando tem tanta coisa para fazer no Brasil”, afirma Colombo. Quando chegou ao Senado, no começo do ano, o projeto de Colombo chamou a atenção das construtoras e do BNDES. Mas a preocupação cresceu mesmo depois do parecer favorável da relatora da Comissão de Constituição e Justiça, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). No seu parecer, a senadora afirma que a função do BNDES foi “desvirtuada com o financiamento de governos estrangeiros”.”

(…) O governo, por sua vez, afirma que o apoio oficial é fundamental para abrir mercado para as empresas brasileiras. “Esse projeto é um tiro no pé com a melhor das intenções. Ele só prejudica as empresas brasileiras”, afirma o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, a quem o BNDES está subordinado.

***

No mais, é interessante comparar essa preocupação da Kátia Abreu com os empréstimos do BNDES a construtoras com outros empréstimos da entidade, principalmente quando dedicados à sua base eleitoral:

Kátia Abreu diz que BNDES liberou R$ 200 mi para frigorífico

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), afirmou nesta sexta-feira, 27, que o Banco Nacional de Desenvolvimento econômico (BNDES) já liberou a carta de crédito de R$ 200 milhões para que o Banco do Brasil possa realizar operações de empréstimo ao Frigorífico Independência SA.

Segundo a senadora, os recursos serão destinados exclusivamente ao pagamento dos pecuaristas que forneceram animais para a empresa. “A condição é essa. O dinheiro é carimbado”, disse ela. Indaga se esta exclusividade poderia ter algum entrave jurídico dentro do processo de recuperação judicial da empresa, Kátia Abreu disse que o que pode acontecer no caminho é inflamar os outros credores. “Mas sobre isto não posso opinar”, concluiu.”

***

Kátia Abreu defende socorro a pequenos e médios frigoríficos

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), disse ontem, terça-feira, 17, que os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não podem ser aplicados para socorrer apenas os frigoríficos que “estão pela hora da morte”.

Kátia defendeu que pequenos e médios frigoríficos também sejam socorridos “de maneira justa”, segundo informa a matéria da repórter Fabíola Salvador da Agência Estado.

Na opinião da senadora muitos frigoríficos imobilizaram unidades com recursos de capital de giro, estratégia que se mostrou, segundo suas palavras, um “desastre”.”

***

países menos desenvolvidos não tem problemas com esse tipo de atuação de seus bancos de desenvolvimento…

“The Export-Import Bank supports the financing of U.S. goods and services, maintaining, and creating more U.S. jobs…

***

A verdade é que financiamento às exportações de bens e serviços por empresas nacionais sempre foi uma forte arma competitiva em determinados segmentos, principalmente construção e equipamentos pesados (como construção naval), e qualquer técnico do setor sabe disso.  O lance é que o DEM, como Reinaldo Azevedo, já resolveu mandar o país às favas, se isso for necessário para chegar ao poder em 2010.

Finalmente o Paulo do FYI concorda: a religião é o ópio do povo

***

Em outro post, Paulo expressa sua preocupação com “a tênue existência da direita americana“.  Segundo ele o GOP se segura hoje por causa disso:

Currently, I think the Republicans have basically has 2 things going in its favor: pro-religion sentiment and patriotic/tough on foreign enemy’s stance.”

O que é engraçado, já que Paulo já defendeu que o GOP não é apenas um acampamento de fanáticos religiosos.  Mas o pior está por vir:

First, because if you understand Christians at all, you know that a lot of their belief system sounds like a Democratic welfare program. You have to help the weak, no matter how lazy or wicked they are. You have to forget and forgive offenders. You have to live your life for others, not to yourself.

Será que o Paulo já ouviu falar em Protestantismo??  Ou que boa parte da doutrina social da Igreja se realiza…no Céu?

***

Ah, não tinha visto ainda.  O Paulo, tendo sido cobrado por seus leitores, “esclarece” a questão:

The reason I respect and accommodate much more for religion when compared to government can be summarized in one word: free will (or agency as called by many Christians). You see, I don’t have a lot of choice about government. I can move to a different country, state, I can elect a certain party, but the fact of the matter is that to support what we call civilization we need to pay and obey. It is a loaded gun against our head that will never go away.

Religion on the other hand is completely optional. Except under some extreme circumstances, nowadays one can join a variety of religions and be involved in many levels. Or you can simply stay out of it completely (even though atheists do tend to channel their religious energies into very religion-like activities in the end). Not surprisingly, religion continues to be a much more popular choice than militant atheism.”

Muito bonita esta abordagem “pró-mercado” da religião.   Vá até a prateleira e escolha a que mais lhe agradar…entretanto, Paulo parece se esquecer do que foi preciso para que a religião se tornasse algo “opcional” no Ocidente.

Mas ele continua:

So, in that context, when I said that “a lot of the Christian’s belief system sounds like a Democratic welfare program” what I really meant was that welfare programs were created with the goal of duplicating religion (at least in part). After all, why would you follow all the difficult social rules set by your church if you can get the humanitarian benefit from the nice people from Washington? Now, many believe that religious people should not consider this to be government ‘competition’ but only cooperation. And that is why some religious people do become Democrats.

Continuando na metáfora pró-mercado, parece que Paulo se ressente da competição predatória do Estado em um assunto que, segundo ele, devia ser propriamente território da religião (o “welfare”, pelo qual ele parece entender a caridade).  Olhem, eu sou totalmente favorável ao livre-pensamento, mas acho que ele deve ser exercido com seriedade.  Paulo está tão habilitado quanto qualquer um a falar o que lhe dá na telha, mas um pouco de curiosidade no estudo das circunstâncias que levaram o Estado a empalmar os direitos sociais viria a calhar neste momento.

Deu no Correio Braziliense:

Várias áreas de Brasília ficam sem energia durante a noite

Publicação: 18/11/2009 22:24 Atualização: 18/11/2009 23:15

Moradores do Lago Norte, Lago Sul, Asa Norte e Paranoá ficaram sem energia na noite desta quarta-feira (18/11). Segundo o diretor de operações e manutenção da Companhia Energética de Brasília (CEB), Hamilton Naves, a causa foi uma explosão em um equipamento nas linhas de transmissão entre a usina do Paranoá e as subestações que abastecem as regiões dos lagos Sul e Norte e do Paranoá.

De acordo com Naves, o problema começou por volta das 19h30 e já está sendo solucionado, mas a energia será restabelecida completamente nessas localidades somente por volta das 23h30. As causas da explosão ainda estão sendo investigadas pelos técnicos da CEB, que vão passar a noite toda na recuperação das linhas de transmissão. (…)

***

Infelizmente este comportamento da CEB não é um caso isolado.  É uma constante.  Onde moro, quase todo dia a luz acaba por alguns minutos, principalmente durante o dia.  E isso em Brasília, onde é a sede da ANEEL

***

A página da ANEEL tem uma FAQ para reclamações.  No caso em tela:

As interrupções do fornecimento à minha residência são freqüentes. Existe um limite para tais interrupções?

Sim. A legislação do setor elétrico definiu indicadores individuais de continuidade do fornecimento, relativos ao tempo (Duração de Interrupção por Unidade Consumidora ? DIC), número de vezes (Freqüência de Interrupção por Unidade Consumidora ? FIC) e tempo máximo (Duração Máxima de Interrupção Contínua por Unidade Consumidora ? DMIC) que uma unidade consumidora ficou sem energia elétrica durante um período considerado (mês, trimestre ou ano). Os valores mensais de DIC, FIC e DMIC são informados na fatura de energia elétrica e, nos casos em que houver ultrapassagem dos limites estabelecidos, o consumidor deve receber um crédito na fatura subseqüente a titulo de compensação.”

Não é interessante?  Os parâmetros existem.  Mas o consumidor toma conhecimento deles através da fatura enviada pela própria concessionária.  Visto que não dá pra ficar em casa cronometrando quantas vezes e por quanto tempo falta luz, seria interessante saber se a ANEEL faz uma verificação independente destes valores.

Tenho uma experiência própria que derruba este tipo de expectativa: durante dois meses no ano passado, a CEB me cobrou um valor totalmente despropositado na fatura, tipo 7 vezes meu consumo normal.  Inquirida, a concessionária me disse que “devia haver algum vazamento na minha rede elétrica”.  No mês seguinte a conta voltou ao normal, sem que eu tivesse feito qualquer modificação na rede interna.

***

Portanto, antes de ficar remoendo seus fracassos passados, e inventando racionamentos inexistentes, talvez a oposição seguisse um caminho mais construtivo se focasse na crítica séria da atuação das agências reguladoras.   Se puderem justificar o fato de que isso é fruto do modelo que elas mesmas inventaram, é claro.

***

Aliás, fui procurar na internet se alguém vende medidores eletrônicos para uso caseiro _ isto é, para que um consumidor possa ter uma medição independente das tarifas cobradas pelas concessionárias, bem como tempos de paralisação do fornecimento etc. _ mas não achei.  Alguém tem conhecimento de um produto assim?

Quem nunca enviou na vida um e-mail do qual se arrependeu depois?  A Wired dá uma lista de dicas para você não voltar a incorrer neste erro:

  1. Leia alto o seu e-mail
  2. Não use insultos
  3. Evite enviar acidentalmente seu e-mail
  4. Conte até 10
  5. É mesmo apropriado dizer este tipo de coisa por e-mail?

Eu já enviei e-mails acidentalmente para listas de discussão.  Felizmente não era nada comprometedor.  :)   Eis porque “contar até 10″ é a melhor medida preventiva, eu acho.

Tio Rei se manifesta sobre “Lula, o Filho do Brasil”:

Fábio Barretão que me desculpe, mas uma obra de arte pressupõe um mínimo de ambigüidade, o que não há em Lula, O Filho do Brasil. Admiradores e críticos do presidente avaliam que se trata de pura hagiografia cinematográfica. Até o oscarizado Gandhi, de Richard Attenborough, nos leva, muitas vezes, a dúvidas sem resposta sobre as escolhas do líder indiano. Isso era com aquele Gandhi lá. Com Lula, é diferente.

Ao final do post, ele acrescenta:

PS: Ainda não vi o filme, reitero, e esqueci de indagar os meus amigos a respeito.

É a defesa do relativismo tipo “não vi e não gostei”.

Cousas de sociólogos

Notícia do arquivo da Folha de São Paulo, de 1 de junho  de 1994:

FHC nega frase e critica a Folha

Da Folha Norte

O candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, negou que tenha dito que tem “o pé na cozinha”. “Foi outra pessoa que falou e a Folha, naturalmente com aquela pressa característica, colocou lá”, disse ontem em Barretos (SP).

Anteontem o candidato afirmou, durante campanha em Mauá e Jundiaí (interior de São Paulo) que era “mulatinho” e tinha um “pé na cozinha.”

Ontem, o candidato tucano afirmou, porém, que não tem preconceito em relação à frase.

“Eu não tenho nenhum problema com isso. Esse negócio de dizer que eu tenho a mão branca é de gente que não vê minha mão. Limpas, sim.”

Nota da Redação – A expressão que o candidato do PSDB, Fernando Henrique Cardoso, nega ter dito está gravada. A frase completa foi a seguinte: “Eu sempre brinquei comigo mesmo, tenho um pé na cozinha. Eu nunca disse outra coisa, eu não tenho preconceito.”

***

Pelo visto, o pé era o de menos que FHC tinha na cozinha.

***

Articula-se, nas imediações de Higienópolis e em Brasília, o movimento “Eu Também Sou Filho de FHC”.

Luiz Zanin critica “Lula, o Filho do Brasil”, no Estadão, fazendo-nos crer que o Barretinho não tem vocação para Leni Riefenstahl:

Estranhamente, no final das 2h08 do filme não houve a apoteose esperada. Certo, foi bem aplaudido, mas não aconteceu a consagração que alguns já previam. E por quê? Má-vontade oposicionista? Não parece. Na grande maioria, a plateia era composta por simpatizantes do personagem-título. No entanto, alguma coisa derrapa no decorrer do filme, que até começa muito bem com as cenas do sertão de Caetés, Pernambuco, onde Lula nasceu em 1945. Boas imagens, falta de preocupação explicativa, o andamento bom.

Mas depois o filme vai derrapando, contudo sem nunca chegar ao desastre, é bom que se diga. Acontece que a vida do biografado é já um melodrama. Tome esses elementos: Infância pobre, vinda para Santos num pau-de-arara. Pai alcoólatra, brigas, violência familiar, bebedeiras, a mãe que resolve abandonar o marido e criar sozinha os filhos. Depois o namoro, o casamento com a primeira mulher, que morre de parto, o engajamento na luta sindical, a mãe, sua referência maior, que morre quando Lula está na prisão. Ufa! E tudo isso aconteceu de verdade. A vida de Lula é um roteiro pronto.

O que o filme não deveria ter feito era somar melodrama a mais melodrama. Quer dizer, insistir numa linguagem cinematográfica às vezes muito melosa, pontuada por alguns maus diálogos e, sobretudo, pelo excesso de música. Muito doce enjoa. E é isso, em parte, que contribui para que o filme não se realize por completo. Ao buscar em demasia a emoção, perde-se pela sobrecarga. E então a emoção, tão buscada, trava.”

Francamente é um filme que não tenho muita disposição de ir ao cinema ver (independentemente do que diga a crítica).  É capaz de eu esperar o DVD.

***

Mas isso dá…quizz!

Nem me perguntem como achei isso:

Bicha do Demónio – Traição e Castigo, episódio 9 (aparentemente, de uma série)

“A Internet é o altar onde sacrificamos nosso tempo”

_ Hermenauta, em livre adaptação de Neil Gailman (“American Gods”).

O Valor de hoje entrevista Mário Veiga, da consultoria PSR, tido como um dos maiores especialistas brasileiros em energia elétrica:

Valor: O sistema elétrico no Brasil é frágil?

Mário Veiga: Não, o sistema elétrico brasileiro não é frágil. O que temos que fazer é separar o que é oferta de geração, que está associada ao risco de racionamento de energia, a oferta de transmissão, que é a infraestrutura que transporta essa geração até os centros de consumo, e a infraestrutura de gestão, quer dizer, a operação segundo a segundo nesse sistema. Na parte de geração estamos até com excesso de oferta, o que permite que Brasil absorva com facilidade taxas altas de crescimento do PIB. A parte de transmissão acompanha a parte de geração. Os leilões de construção de linhas são feitos para que as linhas necessárias e reforços estejam prontos quando entrarem novos geradores no sistema. Nos últimos nove anos, foram licitados – e a maior parte construídos -, cerca de 32 mil quilômetros de linha de alta tensão. Comparado ao comprimento total hoje, de 80 mil quilômetros, nota-se que os investimentos foram significativos em transmissão. Então, estamos bem na parte de geração e de infraestrutura de transmissão.

Outros trechos abaixo do folder, para os sem-Valor.

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deutschlanduberalles

 

E, se você acha que a Lei de Godwin é algo desnecessário, leia isto:

In the light of my present knowledge, it was a juvenile opinion to consider the sans serif as the most suitable or even the most contemporary typeface. A typeface has first to be legible, nay, readable, and a sans serif is certainly not the most legible typeface when set in quantity, let alone readable … Good typography has to be perfectly legible and, as such, the result of intelligent planning … The classical typefaces such as Garamond, Janson, Baskerville, and Bell are undoubtedly the most legible. In time, typographical matters, in my eyes, took on a very different aspect, and to my astonishment I detected most shocking parallels between the teachings of Die neue Typographie and National Socialism and fascism. Obvious similarities consist in the ruthless restriction of typefaces, a parallel to Goebbel’s infamous Gleichschaltung (enforced political conformity) and the more or less militaristic arrangement of lines.”

Daqui.  Mais aqui.  Muito mais aqui. Uma generosa história aqui, com direito a uma citação do Fuhrer lui-meme:

Your alleged gothic internalisation does not fit well in this age of steel and iron, glass and concrete, of womanly beauty and manly strength, of head raised high and intention defiant… In a hundred years, our language will be the European language. The nations of the east, the north and the west will, to communicate with us, learn our language. The prerequisite for this: The script called Gothic is replaced by the script we have called Latin so far…

caricatura_selecao2002

O pornô persevera em sua busca pelo status de um trabalho normal como qualquer outro.  Deu no UOL:

Produtora fará filme pornô com ex-jogador da Seleção Brasileira de futebol

O nome não foi divulgado, mas a produtora brasileira de filmes pornô, Sexxxy World, anunciou que pretende ter um ex-jogador da Seleção Brasileira de futebol como estrela de sua próxima produção, ao lado das gêmeas Bianca e Beatriz.

A produtora revelou apenas que se trata de um atleta que participou da Copa de 2002, no Japão e na Coreia do Sul, e não está mais em atividade. Quando o Brasil ganhou o pentacampeonato do mundo, o time era formado por Marcos, Dida, Rogério Ceni, Cafu, Gilberto Silva, Kléberson, Belletti, Roberto Carlos, Júnior, Luizão, Edílson, Anderson Polga, Lúcio, Edmilson, Ricardinho, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Denílson, Juninho Paulista, Kaká e Ronaldo, sob o comando de Luiz Felipe Scolari.

A previsão de lançamento do filme, que deve se chamar Entrando com Bola e Tudo, é fevereiro ou março de 2010, ano da Copa do Mundo na África do Sul.”

Kaká seria uma surpresa e tanto.  Talvez a melhor maneira de descobrir o peralta seja conferir a conta bancária de cada um dos nomes aí em cima, mas eu acho que o novo ator vai ser o Cafu (quanto mais não seja pela sonoridade do nome), se não for o próprio Scolari (tudo bem que ele não jogou em 2002, mas raios, ele está treinando um time no Uzbequistão…além disso ele é devoto de Nossa Senhora do Caravaggio, o que deve querer dizer alguma coisa).

Estou viajando, portanto, esta meio dificil postar, e muito menos postar algo de relevante ao nosso titilante panorama politico.

Mas estou tentando acompanhar a coisa do apaguinho, principalmente nos blogs anaerobicos.

Juro que nunca vi tantos inimigos do Iluminismo reclamarem tanto do escuro….

Tem comparaçao com a situaçao de 2001-2002?  O proprio Ministro das Minas e Energia da época diz que nao tem:

Ministro do governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) durante o racionamento de 2001, o hoje ministro do Tribunal de Contas da União José Jorge diz que há uma diferença grande entre o problema que enfrentou e o apagão da noite desta terça-feira.

“Há uma diferença grande. Em 2001, houve um racionamento porque a nossa capacidade de geração de energia do país estava diminuída”, afirmou Jorge. “O que houve ontem, até onde acompanhei, foi um acidente, um acidente grave, mas não houve essa questão de ficar sem energia”, completou.”

Business Insider: “12 Places To Go If The World Goes To Hell”

O Rio de Janeiro aparece, mas nao sei se aparece bem:

Seeing as this city is already so post-apocalyptic, there shouldn’t be much to worry about if things really get bad. They already understand how to live at the edge of economic and social chaos.”

 

P1020086

Bicho Encontrado no Quintal

É automático: você entra em qualquer lugar modernette, e os antenados e antenadas estão inevitavelmente lá, mostrando uns aos outros as telas de seus iPhones.  Eu achava que era o único que me incomodava com isso.  Ledo engano:

I admit it: I’m a bigot. A hopeless bigot at that: I know my particular prejudice is absurd, but I just can’t control it. It’s Apple. I don’t like Apple products. And the better-designed and more ubiquitous they become, the more I dislike them. I blame the customers. Awful people. Awful. Stop showing me your iPhone. Stop stroking your Macbook. Stop telling me to get one.

Embora eu não ache que empregados da Microsoft, em especial os mais entusiastas, concordarão com isto:

I know Windows is awful. Everyone knows Windows is awful. Windows is like the faint smell of piss in a subway: it’s there, and there’s nothing you can do about it. It’s grim, it’s slow, everything’s badly designed and nothing works properly: using Windows is like living in a communist bloc nation circa 1981. And I wouldn’t change it for the world, because I’m an abject bloody idiot and I hate myself, and this is what I deserve: to be sentenced to Windows for life.”

Se alguém aí já visitou o Mercado Modelo em Salvador, sabe que no subsolo do prédio existe uma ampla galeria com um espelho d´água.  Em reforma recente, acrescentaram pisos de concreto.  O interesse histórico ali, dizem, é que antigamente aquele era o local onde se comercializavam escravos, vindos diretamente da África e aportados ali por canoas vindas dos navios negreiros ancorados na Baía de Todos os Santos (*).

Alguma boa alma, preocupada com a saúde e bem estar dos turistas, afixou sobre o espelho d´água o seguinte cartaz:

watercare

A intenção é boa, mas periga de acontecer o contrário, e algum gringo ou gringa se jogar ali buscando um benfazejo e estimulante “water care” para a pele..ou então achar que se trata de um sistema primitivo de preservação da água.

Cortesia da Prefeitura de Salvador, que, dizem, mantém o prédio…

***

Mais à frente, já no Pelô, havia uma carrocinha vendendo côco gelado, ou no dialeto do inglês falado em Salvador, “Coconut Ice”.

(*) Encontrei tanto a versão de que o prédio foi construído em 1861 para abrigar a Alfândega da cidade, quanto a de que teria sido inaugurado em 1912.  Claro que só uma das versões abrigaria a história dos escravos.  Uma história ainda mais confusa pode ser encontrada aqui. Ou aqui.  O site da Receita Federal, porém, esclarece tudo: existiu um Mercado Modelo construído em 1912 que foi destruído, passando então a abrigar-se no prédio da Alfândega, este sim construído entre 1849 e 1861.  Agora, se a história dos escravos é verdadeira, não sei.  O site da Secretaria de Turismo de Salvadordiz apenas que durante as reformas em 1983 descobriram o subsolo, que era usado para guardar vinhos, classificando como “lenda” a história dos escravos.

Tenho um quadcore há seis meses.  Intermitentemente ele apresenta uma certa instabilidade.  Hoje eu resolvi encarar o negócio a sério e depois de investigar o significado de algumas mensagens de erro, descobri que poderia ser um problema na memória.

Rodei o memtest e o veredicto foi o seguinte:  com apenas 10% de cobertura, eu já tinha colecionado 26 erros de memória.  E isso só no primeiro teste do memtest.

Detalhe: a motherboard é Intel.

Charles Fernando é um jovem conservador evangélico.  Não o conheço pessoalmente, mas seu blog mostra que ele compra o pacote completo, incluindo o selinho do “True Outspeak”.

Pois bem:

Precisamos de mais alunos como os da UniBAN!

Posted by Charles Fernando under Posts | Tags: uniban |

1 Comment

O título acima já prova que não estou tentando ser popular e principalmente ser agradável ao mainstream, não gosto do comportamento de manada nem da opinião induzida, por isso fui buscar provas com sinceridade em duvidar nas absurdas e não provadas acusações de que os alunos da UniBan vem sofrendo em nome da moral de puteiro, no qual toda moça tem o direito de usar mini-saia onde bem entende.

A dúvida nasceu da própria assertiva de que os alunos a quiseram estuprar em público pela moça estar provocando eles. Sim, ao contrário do que se entende, vários depoimentos (Que irei citar sem retoques) mostram que ela provocou diretamente o caso. Você pode imaginar em um relance esses alunos estando tão afobados que se transformaram em atores pornôs praticamente instantaneamente mesmo com tantas moças em sua volta para assistir? Acredita que uma porta trancada iria fazer frente a uma turba em busca de cometer um crime? Portas trancadas não aguentam nem os grevistas da USP, quanto mais a libido reprimida pela religião (sim, a culpa é sempre nossa, acredito piamente que esses alunos não tem uma ponta do ateísmo iluminado para barrar a sua moralidade violenta, um ateu não pode ser contra moças de mini-saias em um ambiente de estudos).

Duvidei, e busquei depoimentos de alunos nos vídeos e blogs que comentaram o assunto, são eles:

Desculpe, mas a noticia está errada => http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1358779-5605,00-ALUNA+COM+POUCA+ROUPA+PROVOCA+TUMULTO+EM+UNIVERSIDADE+E+VIDEO+CAI+NA+WEB.html <=

uma colega minha estuda na UNIBAN, na sala ao lado da garota, e ela afirmou que não houve “tentativa de estupro”, oq houve foi um bando de marmanjos xingando a menina pela forma que ela estava vestida. E afirmou também que a menina ficava se insinuando na frente das outras salas.

Ótimo, e de acordo com outro depoimento no mesmo blog.

Aqui, é muita mentira esta onda de q os alunos iam estuprar a garota. Isto não existiu… Eu estava lá!!!! Estávamos gritando PUTA! PUTA! PUTA!, e ESTUPRA!, ESTUPRA!, ESTUPRA! só de ZOAÇÃO, só de GOZAÇÃO!! Até parece q alguém iria estuprar uma mina no meio de uma universidade com todo mundo vendo!!! Até parece!! Fazer isto seria certeza de ser preso e destruir sua vida!! Ninguém iria fazer isto só porque uma destrambelhada resolveu ir pra aula com uma roupa inadequada. Destruir sua própria vida apenas porque uma mina resolveu ir pra aula mostrando sua bunda e outras partes íntimas seria demais!!!

E esta mina já é conhecida na UNIBAN de outros carnavais… Não é nenhuma santinha q de repente resolveu vestir uma roupa mais ousada!!! Ela sempre se veste de forma a provocar os outros!!

Aquela velha lição q nossa vó nos ensinou vale aqui: se queremos ser respeitados, devemos nos respeitar primeiro. E não foi isto q aconteceu, a mina não se respeitava, então os outros não a respeitaram!!!

Um comentário do vídeo:

Eu estudo lá. A mina ia subindo a rampa e os caras mexiam, daí ela olhava pra trás, jogava o cabelo pro lado, ajeitava o vestido, e ia caminhando rebolando. Subiu, e lá de cima provocava. E não é a 1ª vez isso, só q da outra vez (1 dia antes) não chamaram a polícia, pq ela estava mais comportada.

Então, não há prova sequer que estes alunos encostaram na moça, eu duvido muito disso! E muitos os reprovaram por não permitir uma roupa inadequada ao ambiente de estudo. Mas e o Quico? Por acaso eles são obrigados a aceitar o comportamento da moça só porque os moderninhos politicamente corretos querem? Onde está a liberdade deles de reprovarem a roupa dela assim como ela tem a liberdade de usar o que bem entender desde que em lugar apropriado? Ou eles são obrigados a engolir o desrespeito com a Universidade?

Nos ataques contra os alunos ouvi absurdos do tipo:

“O título do video está errado. O certo deveria ser: Animais humilham liberdade de expressão”

Outro sequer percebe a idiotice de que se está falando:

Por fim, vao ter que emitir a assustadora opiniao de que ninguem pode usar um maio numa universidade, por ser indecente!”

Foram retirados do blog e do vídeo, mas imagina você aluna, você tem todo o direito de ir de maiô na universidade e ninguém pode falar nada…. o indecente é ser decente! No Brasil, o moralista fariseu é o cara que fala mal do Carnaval e do funk, defende a pouca veste nas universidades… e depois chama os religiosos de hipócritas.. haja trave!

Os alunos podem ter errado? Sim… eles admitem isso, admitem também que pouco estavam se importando que esse assunto ia parar na internet e nas mãos dos politicamentes corretos sentirem-se com a consciência mais leve acusando terceiros. Mas se não ocorreu estupro como baseio-me acima para não acreditar nesse absurdo, parabéns aos alunos da UniBAN, que não permite que seu ambiente de ensino seja maculado com as vicitudes de outros ambientes, e isso não é apenas institucional que não pode controlar tudo, é na raíz da UniBAN, os alunos realmente estavam engajados em expulsar a moça de lá independente de uma autoridade universitária, nada mais libertário que não necessitar da aprovação de terceiros para se fazer o que é certo. Eles entenderam o que significa ser um watchdog, um vigia da liberdade que só pode existir com uma moral responsável e madura não imposta, e ninguém impôs moral a esses alunos, exceto o #mimimi da internet. Meu amigo católico dizia que se pode ser conservador e conservar qualquer coisa, ele estava certo. O que há no Brasil são conservadores dos maus costumes e da imoralidade.” [grifos meus]

***

É vem verdade que ele depois lamenta seu isolamento:

Fora o apoio do Julio Bueno, meu amigo Filipe Garcia (Muito conhecedor de Chesterton) não emitiu opinião, não tive apoio nenhum do Reinaldo Azevedo, da comunidade do Olavo de Carvalho e de muitos cristãos conservadores.. eu devo ter me tornado um extremista mesmo… cabe eu e o Julio convivermos na Alcatraz moral junto com os orangos do TaliBan… a ditadura da sexualidade livre é irresistível, só uns poucos não cairam na sedução da mini-saia.

Agora mesmo estive conversando com a Lucilene Soares no twitter, e ela disse bem que nas nossas igrejas as moças se vestem pior… sim, é verdade… e infelizmente quem está do lado de fora e não compartilha de nossa fé consegue enxergar isso melhor do que quem está dentro.”

Essa questão aliás é interessante, e volto a ela.

***

OK, eu admito a existência de uma clivagem entre a direita de talhe economicista e a direita mais preocupada com a questão dos valores, conservadora do ponto de vista social.  Também admito que essas duas vertentes às vezes não se bicam, como mostrou o vitupério entre Olavo de Carvalho e Rodrigo Constantino.

Minha bronca com Reinaldo Azevedo no episódio da Geisy Arruda é que ele está jogando para a platéia.   Porque Tio Rei, pelo menos enquanto “persona” política, é claramente muito mais um representante da direita socialmente conservadora do que propriamente um titã do livre mercado.  Digo isto porque ele, em seus posts, faz muito mais o papel do campeão dos valores conservadores do que de um campeão do livre mercado _ algo que por sinal seu apoio a Serra deveria ensinar aos seus discípulos.

O menino aí pelo menos está na dele.  Discordo totalmente, mas ele ao menos está sendo sincero.

Já Tio Rei, em um longo post “em defesa” da Geisy Arruda, após usa expulsão da Uniban, nos apresenta o seguinte comentário:

Eis o problema

Disse lá no alto: há o sintoma, e há a doença. A doença está na expansão de uma universidade sem vida universitária; de uma universidade que não consegue plasmar valores  que ao menos debatam e questionem o ambiente intelectualmente acanhado de onde provém a nova “clientela” — essa palavra é boa — que usa esse “serviço”. Ela chega ao terceiro grau em razão do farto financiamento público e do barateamento dos cursos — no sentido mais amplo, geral e irrestrito do “barateamento”.

Alguns bocós falam de boca cheia em “democratização” da universidade. Confunde-se “democratização” com vulgarização — que é mais ou menos como confundir “povo” com “vulgo”. Que “universidade” é essa incapaz de transmitir a seus alunos o princípio básico do respeito ao outro — ou, se quiserem, da reação proporcional àquilo que se julgou, então, “desrespeito” do outro? Ao jogar a reputação e o destino de Geisy na arena — aliás, a Uniban lembra mesmo uma arena romana —, que exemplo moral a direção da universidade dá aos alunos? O tal Machado parece não deixar muitas dúvidas de que ele está dando uma satisfação apenas à clientela. Agora já sabemos: na Uniban, ser “insinuante” e “rebolar”, se a turba se exaltar, pode resultar em expulsão. Ameaçar alguém com linchamento e estupro não dá em nada; ao contrário até: parece ser essa uma reação considerada legítima.

(…)

E que se note: exceção feita às profissões que ponham a vida de terceiros em risco, pouco se me dá que essas coisas prosperem por aí. Se há quem queira comprar e quem queira vender — e se o mercado absorve esses profissionais —, virem-se. Garçom administrador de empresas é melhor do que garçom garçom? Não necessariamente — talvez faça bem à sua auto-estima, sei lá. Agora, quando dinheiro público entra na jogada — e o ProUni, por exemplo, é dinheiro público —, aí essas instituições têm de prestar contas do que fazem, sim. E a relação deixa de ser privada do comerciante com o cliente; aí passa a ser uma questão de estado. E o governo tem sido, obviamente, relapso com esse setor da economia. O país inventou uma universidade que não universaliza, mas amesquinha o espírito.”

É mesmo?  Nesse caso ele deveria se perguntar o que o partido do seu candidato tem a ver com isto. Pois a IstoÉ de fevereiro  de 2000 tem algo a acrescentar neste aspecto, em uma matéria pitorescamente intitulada “A Guerra do Canudo“:

O ensino universitário privado no Brasil é um mercado de 1.015 cursos com 1,5 milhão de estudantes, faturamento anual estimado em R$ 5 bilhões e planos para dobrar de tamanho nos próximos quatro anos. Só em 1999, a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) autorizou a abertura de 517 novos cursos País afora, a grande maioria particulares. Esse acelerado aumento de vagas poderia ser apenas uma boa notícia aos milhões de estudantes que pretendem uma melhor qualificação para enfrentar um estreito e cada vez mais exigente mercado de trabalho. A concorrência nesse lucrativo negócio, porém, se transformou numa verdadeira guerra com troca de denúncias entre grandes empresas educacionais que atingem também o CNE e o Ministério da Educação. A Polícia Federal está investigando desde o ano passado uma denúncia de falsificação de pareceres. O caso veio à tona quando o próprio dono da Faculdade Elite de São Paulo foi à sede do CNE para saber se um processo dele já havia sido autorizado. Quando foi informado de que o relator do caso, o conselheiro Roberto Cláudio Bezerra, nem sequer tinha lido o processo, perdeu a paciência e abriu o jogo. “Eu já paguei por isso”, protestou o empresário, que tinha nas mãos cópia de um parecer assinado pelo próprio Bezerra aprovando sua faculdade. O parecer foi comprado de um dos muitos escritórios em Brasília que montam processos para reitores de primeira viagem, alguns comandados por ex-integrantes do conselho. O MEC abriu inquérito administrativo, que concluiu que o parecer falso havia sido digitado dentro do CNE, onde também foi falsificada a assinatura do conselheiro. A investigação ainda não foi concluída.

Outra história estranha ocorreu em agosto do ano passado quando da renovação da autorização para o funcionamento do curso de Direito da Universidade de Guarulhos. Uma comissão de avaliação da Secretaria de Ensino Superior do MEC concluiu que a organização didático-pedagógica da universidade era deficiente e teria sugerido ao reitor Antonio Veronesi a contratação de um consultor para propor providências capazes de suprir as deficiências. Logo após a conversa, Veronesi foi procurado pelo consultor Edmundo Lima de Arruda Júnior que ofereceu seus serviços por R$ 100 mil. A Universidade de Guarulhos seria a 12ª instituição de ensino que, após receber consultoria de Arruda Júnior, receberia reconhecimento do MEC. Em 8 de dezembro, a Câmara de Educação Superior do CNE propôs “a instalação imediata de uma Comissão de Sindicância para averiguar as irregularidades cometidas pela Comissão de Avaliação para a renovação do reconhecimento do curso de Direito da Universidade de Guarulhos”. Os avaliadores do MEC colocados sob suspeição trabalham na Comissão de Ensino Jurídico chefiada pelo professor Silvino Lopes, que está no Ministério desde a gestão do ministro Carlos Chiarelli no governo Fernando Collor. “Tudo indica que ali tem sérios problemas que estão a merecer uma investigação aprofundada”, adverte um reitor de uma universidade privada.

Cabala

Silvino Lopes é subordinado do conselheiro Abílio Afonso Baeta Neves, homem de confiança do ministro Paulo Renato Souza e todo-poderoso comandante da Secretaria de Ensino Superior do MEC. ISTOÉ teve acesso a documentos e fitas de uma reunião do Conselho Nacional da Educação que mostram uma história no mínimo contraditória. Em 4 de outubro do ano passado, os 12 conselheiros do CNE decidiram que a Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) não poderia abrir cursos em Osasco sem antes cumprir a exigência legal de receber uma autorização do Ministério. “Fazer vestibular, ela pode fazer onde quiser – nos Estados Unidos, no Japão e até no subterrâneo do metrô de Paris. Agora, matricular para cursos lá é uma irregularidade, e nós não teremos nenhuma outra atitude a não ser informar que aquele vestibular é absolutamente ilegal e nulo”, sentenciou Baeta, na ocasião. Tudo letra morta. A Uniban, que tem como dono o reitor Heitor Pinto, simplesmente ignorou a proibição e não foi punida, apesar de expressa recomendação do CNE nesse sentido.

Numa reviravolta surpreendente, em janeiro deste ano Baeta passou a aceitar como regular o comportamento da Uniban e entrou em conflito aberto com seu parecer anterior e os colegas conselheiros. Pela legislação atual, uma universidade, para abrir campus fora da sede, precisa apresentar projeto específico ao conselho – como se estivesse criando uma nova universidade. A Uniban argumentou que não precisava dessa licença prévia porque, ao reconhecer a instituição, em 1993, o CNE aceitou Osasco como uma das áreas de influência da Uniban. O CNE não concordou e pediu ao MEC a abertura de inquérito administrativo para investigar irregularidades praticadas pela Uniban e também a suspensão de todos os processos da instituição em tramitação. O caso Uniban virou o primeiro grande impasse entre o MEC e o CNE. O Ministério considerou as propostas do conselho “extremas e desproporcionais” e rejeitou o pedido, que agora será revisto por uma comissão especial. Para complicar a situação, donos de universidades privadas contaram a ISTOÉ que Baeta Neves extrapolou suas funções de funcionário público e cabalou votos para a chapa articulada por Heitor Pinto, que no ano passado disputou e perdeu a eleição da Associação Nacional de Universidades Privadas.

Se a Uniban mostra força no Ministério da Educação, outro que também chama a atenção pelas excelentes relações no CNE, o órgão que julga, emite pareceres e aprova todas as instituições de ensino superior do País, é João Carlos Di Gênio. No final do ano passado, por exemplo, a Uniban resolveu abrir um novo campus em São Paulo. Depois de muita negociação, feita em sigilo, ofereceu em dezembro R$ 8 milhões por um prédio no bairro do Jaguaré. Ali, seria aberto o campus Marginal Pinheiros. Seria. A Uniban negociava o imóvel quando foi informada pela corretora de que a propriedade não estava mais à venda. Tinha sido negociada com uma de suas maiores concorrentes, a Universidade Paulista (Unip), de Di Gênio, que rapidamente abriu lá um campus e realizou seu vestibular, oferecendo 1.500 vagas para nove cursos. Além do vendedor e do candidato a comprador, o negócio só era conhecido dentro do Conselho Nacional de Educação. “Isso é suspeito”, atacou o reitor Heitor Pinto. “É uma desculpa de quem perdeu um negócio”, contra-ataca Di Gênio, que afirma ter pago R$ 9 milhões pelo prédio pretendido pela Uniban.” [grifos meus]

Ou seja, o Ministério da Educação, então comandado por Paulo Renato Souza, tergiversou e muito na hora de punir a Uniban, e teve um alto funcionário cabalando votos para seu reitor.  Hummmm.

free-will

O Nicholas Carr tem um interessante post discutindo uma entrevista de Frank Schirrmacher (editor de ciência e cultura do Frankfurter Allgemeine Zeitung) no The Edge.  Entre as várias respostas à entrevista, surge um texto (da autoria de John Bargh, chefe do Automaticity in Cognition, Motivation and Evaluation Lab de Yale) que me lembra uma discussão interessante que já tivemos aqui:

Schirrmacher is quite right to worry about the consequences of a universally available digitized knowledge base, especially if it concerns predicting what people will do. And most especially if artificial intelligence agents can begin to search and put together the burgeoning data base about what situation (or prime) X will cause a person to do. The discovery of the pervasiveness of situational priming influences for all of the higher mental processes in humans does say something fundamentally new about human nature (for example, how tightly tied and responsive is our functioning to our particular physical and social surroundings). It removes consciousness or free will as the bottleneck that exclusively generates choices and behavioral impulses, replacing it with the physical and social world itself as the source of these impulses. …

It is because priming studies are so relatively easy to perform that this method has opened up research on the prediction and control of human judgment and behavior, ‘democratized’ it, basically, because studies can be done much more quickly and efficiently, and done well even by relatively untrained undergraduate and graduate students. This has indeed produced (and is still producing) an explosion of knowledge of the IF-THEN contingencies of human responses to the physical and social environment. And so I do worry with Schirrmacher on this score, because we [are] so rapidly building a database or atlas of unconscious influences and effects that could well be exploited by ever-faster computing devices, as the knowledge is accumulating at an exponential rate. …

More frightening to me still is Schirrmacher’s postulated intelligent artificial agents who can, as in the Google Books example, search and access this knowledge base so quickly, and then integrate it to be used in real-time applications to manipulate the target individual to think or feel or behave in ways that suit the agent’s (or its owner’s) agenda of purposes.

Mais gente do que você imagina acredita nisso.  Bem, a conclusão do Carr é frightening:

The Web has been called a “database of intentions.” The bigger that database grows, and the more deeply it is mined, the more difficult it may become to discern whether those intentions are our own or ones that have been implanted in us.”

fhc-toptop

…e aí eu ó, top top!

Do Estadão:

Pedaço de pão quase atrasa início das atividades do LHC

GENEBRA – O acelerador de partículas do Laboratório Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern) começará a trabalhar em meados deste mês, como estava previsto, apesar de um pequeno incidente causado nesta semana por um pedaço de pão que caiu sobre seu transformador elétrico.

Uma porta-voz do Cern informou à Agência Efe que, na terça-feira passada, “um pedaço de pão, que achamos que era levado por um pássaro, caiu sobre o transformador elétrico do acelerador”.

Isso provocou um curto-circuito no equipamento, que fica na superfície – ao contrário do acelerador em si, que está situado em um túnel circular de 27 quilômetros sob a fronteira entre França e Suíça -, causando o aquecimento de dois de seus setores.

Além disso, o incidente provocou uma interrupção do sistema de resfriamento do acelerador de partículas, acrescentou a porta-voz, a qual destacou que os dois setores afetados já foram resfriados até sua temperatura operacional.”

***

Lembram disto?  Pois é.  :)

***

Só falta o FHC dizer que o governo dele também não funcionou por uma conspiração da Natureza.

capivara(1)

Isso é coisa da Cora Ronai

Deu no Estadão:

Capivara é resgatada de espelho d’água do Congresso Nacional

BRASÍLIA – O resgate de uma capivara nos arredores do Senado animou a manhã desta sexta-feira esvaziada no plenário. O animal tomava banho no espelho d’água localizado na entrada do prédio com vista para o Palácio do Planalto, quando os primeiros funcionários da segurança começaram a chegar ao trabalho, por volta das 6h.”

***

As capivaras são conhecidas retardatárias.  As antas, raposas,  muares e até alguns tucanos já haviam chegado muito tempo antes.

obama-crying

No FT:

Obama calls job losses ‘sobering’

US president Barack Obama sought to allay growing concerns on job losses on Friday, signing a bill extending unemployment benefits, as the jobless rate hit a fresh 26-year high.

The unemployment rate shot up by a greater-than-expected 0.4 percentage points to 10.2 per cent in October and the economy lost an additional 190,000 jobs, according to official data released on Friday.

Mr Obama called the numbers “sobering” and said his administration would continue its efforts to stem job losses.

***

Depois reclama de perder eleição.

***

Bem que o Krugman avisou que para conter a “herança maldita” bushista, o estímulo estava pequeno.

Politicamente incorreto, mas perceptivo

And together, they fight crime!

Vietnamese immigrant, brought from that war-torn country as a tiny child.

A baron, the grandson of a princess, who lives in his family’s five-hundred year old castle.

A widow who once worked for the patent office.

A paraplegic.

A huffy gay man.

A former captain of paratroopers.

A mother of seven.

They are…

…Germany’s new conservative Cabinet.

baby-on-phone

Aquisição da linguagem mais cedo do que se pensava:

Newborn Babies Cry in Native Tongue

From their very first days, the cries of newborns already bear the mark of the language their parents speak, scientists now find.

French newborns tend to cry with rising melody patterns, slowly increasing in pitch from the beginning to the end, whereas German newborns seem to prefer falling melody patterns, findings that are both consistent with differences between the languages.

This suggests infants begin picking up elements of language in the womb, long before their first babble or coo.

Fernando Henrique Cardoso, em entrevista à IstoÉDinheiro, em 27 de agosto de 2003:

DINHEIRO – O sr. tem falado com empresários de todos os setores da economia. Como está o clima?

FERNANDO HENRIQUE – O pessoal está com medo. Não há sinais claros de retomada do crescimento, o desemprego é grande e o investimento, baixo. Os empresários ainda estão desconfiados sobre se o atual governo será capaz de seguir uma linha coerente. Há muita discussão dentro do PT e a base política do governo não parece sólida. Há uma torcida a favor e um medo que não dê certo.

DINHEIROComo o sr. se posiciona?

FERNANDO HENRIQUEEste cenário não é irrealista. Há uma indefinição no centro do poder diante da pergunta: o que este governo quer fazer? Eu sei que o presidente Lula pode dizer “ah, mas eu estou há apenas sete meses no governo”. Sim, mas estava há vinte na oposição. Afinal, qual é o seu programa de governo? O País precisa ter rumo, mas hoje não sabemos qual é a direção. Isso é que dá incerteza. O governo está nos levando para onde? Primeiro, o próprio governo tem de saber. Segundo, tem de dizer. Mas não tem feito nem uma coisa nem outra. O governo simplesmente não está andando. Está parado.”

Mendonça de Barros, em seminário no Instituto Fernando Henrique Cardoso, na matéria da Maria Christina Fernandes:

Mendonça de Barros cita as conversas que tem tido com investidores estrangeiros e empresários brasileiros para dizer que seu otimismo com o país é compartilhado. “Um empresário que está vendendo três mil carros por dia, (e dirige-se a Safra, sentado bem à sua frente ) cliente de vocês lá, me disse – ‘Lula é o máximo’”.

***

Deve ser duro pro Fernandão.  :)

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O nascimento de Lula, por Botticelli

Fernando Henrique faz bem em citar Maquiavel e em lembrar do “imprevisível” apagão (vide post abaixo), mas parece que Lula, o voltado pra Lua, não precisa se preocupar com um repeteco de 2002 em 2010:

Nível recorde de reservatórios faz agência temer enchentes

Paulo Victor Braga, de Brasília

O volume de água nos reservatórios de todo o país encontra-se em nível recorde, muito próximo da capacidade máxima, em razão das chuvas intensas de outubro de 2008 a setembro deste ano. O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, afirmou ontem que essa constatação, aliada à alta umidade do solo e à época de chuvas que se aproxima, levaram a ANA a tomar suas precauções. “Existe risco de que venhamos a ter enchentes, mas agora haverá maior eficiência na prevenção”, disse.”

Maria Christina Fernandes, a colunista gatinha do Valor, conta como foi o último seminário no Instituto Fernando Henrique Cardoso:

Um pen drive imperdível

A plateia era formada por alguns dos luminares do governo Fernando Henrique Cardoso – André Lara Resende, Andrea Calabi, Henri Philippe Reichstul e Rubens Barbosa. Todos, inclusive o ex-presidente que dá nome ao instituto onde o evento se realizava, aguardavam um dos palestrantes, Luiz Carlos Mendonça de Barros, preso no trânsito, como descobriria Gilda Portugal ao celular, no meio da audiência – “Ele vem com certeza e traz um pen drive imperdível”.

Abaixo, para os sem-Valor.

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Mas e a Dilma?

Rara foto de um cachalote comendo uma lula gigante.

Agora o Serra já tem um bichinho de estimação para chamar de seu em 2010.  E melhor, se livra daquele mascote do tucaninho.  Ô bichinho enjoado, sô.

(hat tip: PMF)

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Ops!

Bom, se a moda pega

Original Post | 4:07 p.m. Seven people have been killed and twelve wounded in a mass shooting at the Army base at Fort Hood, Texas, on Thursday, according to Lt. Col. Nathan Banks, an Army spokesman. Lt. Col. Nathan Banks told my colleague David Stout that the shootings started at about 1:30 p.m. Eastern Time and that the base has been locked down. He added that one person is in custody but there is believed to be at least one more gunman still at large.”

Espero que nada assim aconteça no NORAD…

O Nick Carr já terminou seu novo livro, “The Shallows: What the Internet Is Doing to Our Brains” _ uma obra que muito me interessa, e que acho que vai ser muito comentada.  Mas eu queria mesmo é chamar a atenção de vocês para esse trecho do post onde o Carr fala dos lugares onde o livro será editado, além dos EUA:

The English version of the book will also be published in the UK by Atlantic Books, and translations are currently in the works from Blessing in Germany, Seido Sha in Japan, Chungrim in Korea, Ediouro in Brazil, and CITIC in China.”

Brasil na área.  Nem França, nem Espanha (nem versão em espanhol…), nem Rússia.  Isso deve querer dizer alguma coisa.

No Twitter do Sérgio Leo:

a oposição,vejo nO Globo, achou discurso: Lula é autoritário e patrimonialista. Rapaz,isso vai dar voto paca. No Grajaú e na Vieira Souto.”

Gozado.  Conhecia a Tijuca como referência a um bastião conservador carioca, mas nunca associei esta postura ao Grajaú, bairro de desinibidas.  Ia pedir que me acorressem, cariocas, quando dei uma folheada no “A Desinibida do Grajaú” e entendi o que o Sérgio Leo quer dizer.  Mas já aí fiquei na dúvida com a Vieira Souto, onde o pessoal pode ser até de direita, mas conservador no sentido grajaújico…menos, menos, como já nos ensinava o Stanislaw Ponte Preta com (mutatis mutandis) “A Grã-Fina de Copacabana“, que divide com a Desinibida o mesmo livro desse autor, “As Cariocas“…

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Qual seria a recepção dela no site do Tio Rei antes do affair Uniban??

Sem brincaderia: às vezes, mesmo eu fico pasmo com a cara de pau do Tio Rei.

Vejam o que ele diz aqui:

A direção da Uniban disse que, até agora, não conseguiu identificar os responsáveis pelo ocorrido. E ousaria dizer que nem vai. Nota-se que há, arraigada por lá, uma cultura da intolerância e uma relação com o curso que está mediada apenas pelo pragmatismo: “Estou aqui para pegar o meu diploma”. Posso compreender esse sentimento e até enxergar nele uma virtude: a clientela está empenhada em obter o grau para, quem sabe?, subir na vida, ter aumentado o seu salário, ser promovida. Em si, isso não é ruim. Todos devemos desejar uma vida melhor. Não há mal nisso.

Temo, no entanto, que boa parte das ditas universidades brasileiras esteja se reduzindo a isso, sem qualquer outro cultivo. Reitero: o respeito à inviolabilidade do outro é questão de princípio, inegociável. Geysi é uma garota pobre, da periferia de Diadema. Trabalha, ou trabalhava, num mercadinho do bairro. É visível que não tem grande traquejo social. Nota-se isso na sua fala, na sua gramática. Vem de um estrato da sociedade em que, atenção!!!, a tolerância com a diferença já não é a marca. E isso vale também para boa parte de seus colegas.

Ela parece ser excepcionalmente jovem para o grupo: 20 anos. Muitos dos que concedem entrevistas dizem ter 26, 27, 28 anos — idade em que as pessoas costumam já estar formadas há uns bons cinco ou seis anos. O fenômeno precisa ser mais bem-estudado, mas intuo que são pessoas que estavam fora do ensino superior e foram sendo incluídas em razão de um conjunto de fatores: políticas públicas de ingresso ao ensino superior; barateamento do valor das mensalidades; facilidade de ingresso, uma vez que basta querer fazer o curso — e poder pagar por ele — para ter acesso, então, ao ambicionado diploma…

Até aí, muito bem. Não serei eu a combater a expansão do ensino universitário. Seria inútil. Os demagogos venceram essa batalha. É evidente que a formação técnica seria mais eficiente e barata. Mas deixemos isso para outra hora. Que se expanda, então, o ensino universitário, hoje com a ajuda do dinheiro público. Mas com que qualidade isso está sendo feito? Eis a questão. NÃO SE ESTÁ BARATEANDO A UNIVERSIDADE EM SENTIDO MAIS AMPLO?

A Uniban — e outras universidades do mesmo nível — estão proporcionando à sua clientela uma vivência estudantil que seja distinta do ambiente de onde vieram? Um ambiente nem sempre tolerante; um ambiente nem sempre respeitador das diferenças; um ambiente nem sempre voltado para o cultivo da reflexão; um ambiente nem sempre afeito a delicadezas e matizes, sem os quais não se respeitam direitos individuais…[grifo dele, pra variar]

Pois é.  Tio Rei escreveu, com indisfarçável regojizo, o seguinte, em julho de 2008:

A JUVENTUDE BRASILEIRA É DE DIREITA

segunda-feira, 28 de julho de 2008 | 5:09

A Folha de S. Paulo publicou no domingo uma ampla pesquisa sobre o que pensam os jovens brasileiros. Rendeu até um caderno especial, de 20 páginas, chamado “Jovem Século 21”. Segundo informa o caderno, a maioria das reportagens “foi feita pelos integrantes da 45ª turma do Programa de Treinamento da Folha”, (…) patrocinada pela Philip Morris Brasil e pela Odebrecht”. Comentarei abaixo alguns dados muito interessantes que a pesquisa revelou e tratarei da seguinte questão: a maioria dos jovens brasileiros, a exemplo da população, é de direita. Boa parte da imprensa e, vejam só, as instituições políticas, incluindo partidos, não se conformam com isso. Estão todos tomados pela patrulha esquerdista.”

E mais:

A nova pesquisa

Sim, senhores: dados os perfis ideológicos que se desenham a partir de certas opiniões, pode-se dizer que a maioria dos jovens brasileiros é de direita. Declaram ter essa posição ideológica, aliás, 37% dos entrevistados (na população como um todo, são 35%). Dizem-se de esquerda apenas 28% (contra 22% do total). No centro, estão 23% (contra 17% no conjunto). Mas notem: não quero me apegar a nominalismos. Parto do princípio de que os jovens possam não ter a exata noção do que tais nomes encerram.

(…)

Valores

E quais são os valores das moças e moços? Qual é a lista das coisas que acham “muito importantes”? Vejam: família (99%), saúde (99%), trabalho (97%), estudo (96%), lazer (88%), amigos (85%), religião (81%), sexo (81%), dinheiro (79%), beleza (74%), casamento (72%).

E então…

E, vejam que surpresa, o levantamento mostra que os nossos jovens querem casa, carro, grana, todas essas malditas coisas do “consumismo”, que deixam os comunistas que já têm todas essas malditas coisas muito decepcionados com a juventude…

Mais uma vez, constata-se o óbvio: há um enorme hiato entre o que pensa o conjunto da população — e, nela, sua fatia mais pretensamente inquieta — e os vários canais que vocalizam a opinião pública. Não, senhores! Não temos a imprensa que representa os valores que vão acima: a nossa, com as exceções de praxe, é majoritariamente “politicamente correta” e experimenta um verdadeiro divórcio em relação ao pensamento da maioria.”

Ué, é como eu disse: quem planta, colhe.

Tio Rei planta o conservadorismo?  Pois colhe o “conjunto de valores” que acha adequado.  Inclusive uma população universitária que “representa os valores que vão acima”.

O fim da picada, senhores, é esse exato sujeito vir depois criticar uma Uniban da vida por não ser “um ambiente nem sempre tolerante; um ambiente nem sempre respeitador das diferenças; um ambiente nem sempre voltado para o cultivo da reflexão; um ambiente nem sempre afeito a delicadezas e matizes, sem os quais não se respeitam direitos individuais“.  Tipo, assim, que nem o blog dele.

***

E por falar nisso…

O leitor Joselito fez o seguinte comentário:

Postei os links para esse post do Hermenauta e o link para essa matéria DA PROPRIA VEJA que o Rodrigo postou acima, em comments DIFERENTES no site do R. Azevedo.

AMBOS foram “moderados”, e não apareceram!

A REVISTA VEJA CENSURA A PROPRIA VEJA!

Patético…

Pré-moderação
Pós-moderação

Não é fantástico??

 

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